Menu
Política & Poder

PT adota linha dura, mas enfrenta críticas partidas de dentro

Arquivo Geral

12/01/2019 17h49

Camilo Santana: nem Lula e Dilma escapam de críticas do governador Foto: Agência Brasil

Um movimento elástico começou a se desenhar no PT. De um lado, a cúpula partidária adota um endurecimento ideológico, de forma coesa. De outro, começam a pipocar críticas internas, vindas não de segmentos doutrinários, mas de quem tem a responsabilidade de conduzir o que resta de patrimônio eleitoral petista, os governadores eleitos em 2018.
O endurecimento da direção pode ser registrado não apenas com o discurso – a recusa cabal a qualquer tipo de autocrítica – mas também a posturas. É o caso da presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, ao comparecer à nova posse do bolivariano Nicolas Maduro. Mas é o caso também do ex-candidato presidencial Fernando Haddad, ao partir para críticas diretas ao adversário vitorioso Jair Bolsonaro.
Partiu do governador cearense Camilo Santana a mais forte das críticas rebeldes de figurões petistas. Acossado pela rebelião partida das facções criminosas dos presídios, Camilo reconheceu que o PT fracassou na segurança pública.
Em entrevista na manhã da sexta-feira, Camilo Santana, elogiou o governo de Jair Bolsonaro e criticou presidentes anteriores por não agirem para enfrentar efetivamente o problema da insegurança no País. Para Camilo, os governos anteriores, inclusive pertencentes ao seu próprio partido, foram omissos. Quando quiseram pormenorizar, não hesitou: referia-se, sim, aos governos Lula e Dilma.
“Eu não estou criticando o governo atual não. Muito pelo contrário. O governo tem dado todo o apoio. Eu estou criticando todos os governos que passaram, inclusive do meu partido, que foram omissos nesta área da segurança pública”, reclamou. Camilo destacou também a atenção que recebe principalmente do atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

“Em primeiro lugar quero registrar todo apoio que tenho tido do Governo Federal. É eu tenho mantido contato com o ministro Sérgio Moro, da Justiça, que prontamente me atendeu com a presença da Força Nacional aqui no Ceará que prontamente nos atendeu com a abertura de vagas no Sistema Prisional Federal para que eu pudesse garantir a transferência. Repito: estou tendo todo apoio e parceria do Governo Federal neste momento no Ceará”, reforçou Camilo.
O petista garantiu que sempre pediu ajuda ao Governo Federal, tem os ofícios guardados para comprovar, mas que sempre foi negado auxílio ao Ceará. Dessa última vez, com a interferência do presidente do Senado, Eunício Oliveira, Temer se comprometeu a apoiar. O governo Bolsonaro foi além e ofereceu apoio.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado