Millena Lopes e Daniel Cardozo
redacao@jornaldebrasilia.com.br
É hoje que começa a propaganda eleitoral no rádio e na TV dos candidatos que disputam as eleições deste ano. A partir das 7h, vão ao ar os programas dos presidenciáveis e dos que postulam vagas na Câmara dos Deputados. A partir de amanhã e até o dia 2 de outubro, os candidatos a governador, senador, deputados estaduais e distritais entram na programação. As abordagens e os formatos são diferentes. Mas todos com um objetivo: driblar o tempo para impressionar os eleitores.
No primeiro programa, o candidato do PSB ao GDF, Rodrigo Rollemberg, homenageará o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu em um acidente aéreo, na semana passada. “A partir do segundo programa, é que vamos mostrar as propostas dele, naturalmente fazendo um contraste com os governos da oposição”, sintetiza o coordenador de campanha do PSB.
Rollemberg deve usar seus quase quatro minutos para mostrar que diferença pretende fazer, caso seja eleito. “A gente acha que é um tempo bom”, diz o coordenador.
Comparar
A assessoria de José Roberto Arruda (PR), que também quer o comando do Palácio do Buriti, faz segredo sobre o conteúdo do primeiro programa, mas o ex-governador já deu sinais de que vai dar respostas às suas condenações. “Aguardem meu programa de televisão, que terão muitas explicações”, disse, durante sabatina no Jornal de Brasília, na sexta-feira.
A estratégia, no entanto, será a de comparar os três anos da gestão Arruda com os últimos quatro anos do governador Agnelo Queiroz. O bordão “Volta, Arruda!” vai ser o fio condutor do programa para mostrar as realizações dele no Governo do Distrito Federal. O candidato do PR terá três minutos e seis segundos na TV e no rádio.
Toninho (PSOL) terá um minuto e 11 segundos para apresentar propostas. A divisão dos tempos de propaganda é fixada pelo Tribunal Regional Eleitoral, considerando a representatividade dos partidos no Congresso Nacional.
Sem ataques a adversários
O governador Agnelo Queiroz (PT), que tenta a reeleição, considera que seus sete minutos e 52 segundos não serão suficientes para mostrar o que fez e o que pretende fazer. Ele garante que não desperdiçará seus sagrados segundos atacando os adversários.
“Trabalhei de forma muito dura e não tive a mesma preocupação de mostrar o que eu fiz. Com esse horário, é um momento importante de mostrar o que foi feito”, disse.
O programa do candidato tucano ao GDF, deputado federal Luiz Pitiman, também terá um tom propositivo – ele tem dois minutos e 36 segundos no rádio e na TV. “É muito difícil apresentar as propostas, detalhadas, em um curto espaço de tempo”, explica o candidato.
Os programas tucanos serão “dinâmicos, ágeis e leves”, como explica o próprio Pitiman. “Apresentaremos com destaque o apoio dado pelo presidenciável Aécio Neves”, resume ele, que já foi confrontado pelo boato de que sua candidatura é apenas um palanque ao candidato tucano ao Planalto. Ele nega.