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Política & Poder

Promotor Gakiya diz que, se for convidado, aceitará ser ministro da Segurança Pública de Lula

Promotor disse ser favorável à criação de um ministério voltado exclusivamente à segurança pública ante o aumento da influência do crime organizado

Redação Jornal de Brasília

27/10/2026 17h11

lincoln gakiya

Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

ANDRÉ FLEURY MORAES
FOLHAPRESS

Um dos mais renomados membros do Ministério Público no Brasil e pioneiro no combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital), o promotor de Justiça Lincoln Gakiya disse à Folha de S.Paulo nesta terça-feira (27) que não foi convidado a assumir o futuro Ministério da Segurança Pública, prometido para o governo Lula 4, mas que com toparia chefiar a pasta.

“Se o ministério for criado e eu vier a ser convidado, aceitaria com prazer. Seria uma honra dar uma colaboração para a área de segurança do país”, afirmou o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado).

O nome dele é um dos cotados para assumir a pasta, que hoje está vinculada ao Ministério da Justiça.

Gakiya disse ser favorável à criação de um ministério voltado exclusivamente à segurança pública ante o aumento da influência do crime organizado tanto no âmbito nacional como internacional.

Um dos fatores que pesa ao seu favor, como mostrou a Folha de S.Paulo, é a proximidade da idade que permitirá a ele pedir aposentadoria. Gakiya completará 60 anos em 21 de dezembro. Ameaçado de morte pelo PCC, ele é acompanhado por uma escolta armada.

O promotor é um dos entusiastas da chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública e defende que a proposta seja votada ainda neste ano. “É importante que seja”, afirma.

Gakiya participou das audiências públicas durante a elaboração da proposta na Câmara e diz que a PEC deve facilitar o combate ao crime organizado no país. “Ela vai permitir que o governo federal também tenha responsabilidade na segurança pública; não só os estados”, afirma.

Nos termos da Constituição, a competência federal só ocorre quando o delito envolve de alguma forma o interesse da União.

Some-se a isso o fato de que a PEC dará ao governo o papel de interoperabilizar o setor da segurança, hoje espalhado entre os estados. Cada um tem sua Polícia Civil, cada um tem sua Polícia Militar e dificilmente os dados que as forças coletam são dividos num sistema único.

A ideia da PEC é fazer com que isso aconteça.

O promotor já inclusive participou de um jantar com um integrante da campanha de Lula, de acordo uma pessoa a par das tratativas.

Não seria a primeira vez que um integrante do Ministério Público ocuparia um cargo de destaque na estrutura federal de segurança pública.

O ex-procurador-geral de Justiça Mário Sarrubbo, por exemplo, comandou a Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão do então ministro Ricardo Lewandowski.

O promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) já havia sido associado ao cargo. O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que , se fosse eleito, chamaria Gakyia para comandar a Segurança Pública.

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