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Política & Poder

Projeto amplia acessibilidade em prédios públicos federais

Proposta em análise na Câmara prevê tecnologias assistivas, sinalização e recursos de realidade aumentada para orientar pessoas com deficiência e idosos em edifícios federais.

Redação Jornal de Brasília

21/07/2026 18h48

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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Projeto de Lei 1233/26, de autoria do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15). Pela redação do projeto, os prédios públicos federais deverão contar com sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O texto também prevê a utilização complementar de recursos de realidade aumentada, a adoção de padrões de interoperabilidade e a observância da legislação de proteção de dados pessoais. A implementação deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica.

Segundo Aihara, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos ainda é concentrado em barreiras físicas, como rampas e elevadores. Ele afirma que a falta de sinalização dinâmica faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

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