A dona da produtora Go Up Entertainment entregou à Polícia Federal cerca de 25 mil páginas de documentos sobre os gastos no Brasil do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
O material reúne contratos, notas fiscais e comprovantes bancários solicitados pela corporação para checar a origem e a destinação dos recursos. Representantes da defesa sustentam que os papéis comprovam a aplicação integral da verba na própria produção cinematográfica.
A apresentação dos registros ocorreu de forma voluntária após um atraso em relação à previsão inicial, de 28 de agosto. Segundo a defesa de Karina Ferreira da Gama, proprietária da empresa, o prazo adicional serviu para juntar os dados e elaborar perícias privadas sobre as contas do projeto.
A investigação apura repasses financeiros ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a atuação de Flávio Bolsonaro nas tratativas para obter fundos para o filme do pai.
O processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro André Mendonça. Com os novos documentos, os investigadores vão confrontar as informações contábeis fornecidas pela produtora com registros bancários e outros materiais já apreendidos no inquérito.