Natasha Dal Molin, com agências
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O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deve afastar hoje dos cargos o procurador-geral do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), Leonardo Bandarra, e a promotora de Justiça Deborah Guerner. Junto com o afastamento, o CNMP dever também instaurar processo administrativo-disciplinar contra os dois, citados na Operação Caixa de Pandora e suspeitos de violação de deveres funcionais.
Eles são suspeitos de receber propina para facilitar corrupção na gestão do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) e de vazarem informações para dificultar as investigações. De acordo com o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, Bandarra receberia R$ 150 mil mensais de Arruda, e Deborah teria recebido mais de R$ 1 milhão e meio para fornecer informações privilegiadas sobre a Operação Megabyte, que faria buscas e apreensões na sua casa.
Sinalização
Na reunião de hoje, o corregedor-geral do CNMP, o conselheiro Sandro Neis, apresentará o voto sobre o caso, que engloba a investigação instaurada no CNMP em dezembro de 2009 e uma sindicância da Corregedoria-Geral do MPDFT.
O corregedor-geral sinalizou que seu parecer é pelo afastamento de Bandarra porque acatou a sindicância interna da corregedora Lenir Azevedo. Além de serem afastados, Bandarra e Deborah podem ter como punição máxima, caso sejam comprovadas as denúncias contra eles, a aposentadoria compulsória, com direito à pensão equivalente ao salário que recebem atualmente. Bandarra ainda perderia a chance de ir para a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, o que era previsto para o próximo mês, de acordo com um pedido feito por ele em novembro.
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