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Prisão de Moraes por golpistas tinha data marcada, diz PF

As datas desses eventos relatados pelos investigadores desenham um roteiro do que seria o golpe. De acordo com os planos dos golpistas

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

BRUNO BOGHOSSIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O plano para reverter a derrota de Jair Bolsonaro (PL) na eleição, efetuar um golpe militar e prender autoridades foi discutido em mensagens e reuniões durante os meses de novembro e dezembro, segundo a Polícia Federal.

As datas desses eventos relatados pelos investigadores desenham um roteiro do que seria o golpe. De acordo com os planos dos golpistas, a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ocorreria no dia 18 de dezembro de 2022.

Veja os principais fatos anotados pela PF:

– 05/07/2022 – Bolsonaro convoca reunião de ministros, ataca eleição e diz que iria entrar em campo com exército;
– 30/10/2022 – Bolsonaro é derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial;
– 11/11/2022 – Major Rafael Martins pede orientações a Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro, sobre realização de protestos; Cid afirma que alvos seriam o Congresso e o STF;
– 12/11/2022 – Militares das Forças Especiais fazem reunião em Brasília para tratar de plano golpista; Mauro Cid participa do encontro;
– 19/11/2022 – Filipe Martins, assessor de Bolsonaro, e Amauri Feres, advogado, participam de reunião no Palácio da Alvorada para discutir a minuta do decreto que reverteria o resultado da eleição e prenderia autoridades;
– 22/11/2022 – PL, partido presidido por Valdemar Costa Neto, apresenta pedido para contestar resultado do segundo turno;
– 28/11/2022 – Nova reunião de militares das Forças Especiais, também em Brasília, para discutir tentativa de golpe; participaram assistentes de generais que ocupavam postos de alto escalão;
– 07/12/2022 – Reunião no Palácio da Alvorada entre Bolsonaro, comandantes militares, Filipe Martins e Amauri Feres para discutir a minuta do golpe;
– 09/12/2022 – General Estevam Theophilo, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres, se encontra com Jair Bolsonaro; segundo depoimento de Mauro Cid, ele teria aderido ao plano de golpe;
– 14/12/2022 – Contrariado com resistência ao golpe, Braga Netto se refere ao comandante do Exército como “cagão”;
– 15/12/2022 – Marcelo Câmara, assessor de Bolsonaro, discute com Mauro Cid itinerário de viagens de Alexandre de Moraes, alvo de prisão no decreto planejado pelos golpistas;
– 18/12/2022 – Data em que Alexandre de Moraes seria preso, de acordo com planejamento obtido pela PF.






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