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Adversários em Minas, Pacheco e Zema trocam elogios em palco com Lula

No evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dois trocaram elogios. Pacheco e Zema são adversários em Minas Gerais

Foto: Youtube/Ricardo Stuckert/PR

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou na manhã desta quinta-feira, 8, durante anúncio de um pacote de investimentos do governo federal para Minas Gerais, que ele estará junto com o governador do Estado, Romeu Zema (Novo), na busca para uma solução da dívida do Estado com a União.

No evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dois trocaram elogios. Pacheco e Zema são adversários em Minas Gerais. O senador trabalha com a hipótese de se lançar ao governo do Estado em 2026, contra um aliado de Zema, ou novamente ao Senado, situação em que poderia enfrentar o próprio governador. Por causa disso, os dois chegaram a trocar farpas públicas recentemente.

No evento, Pacheco agradeceu o dirigente estadual por ter acolhido sua proposta para solução da dívida, “que não necessariamente interesse a mim ou a senhor, ou as instâncias políticas, mas que interessa ao povo de Minas Gerais”, disse.

Falando em se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Pacheco afirmou que o que está na mesa hoje é “uma solução que não é solução”. “É uma adesão a um regime que vai sacrificar servidores, vender ativos e ao invés de pagar, vai aumentar dívidas ao longo do tempo”, argumentou.

O debate sobre a sustentabilidade fiscal e financeira de Minas, continuou Pacheco, deve ser discutido após o carnaval.

Zema, que abriu a cerimônia, falou da necessidade de abordar a questão da dívida com “urgência” e disse confiar na atuação de Pacheco para destravar a questão. “Tenho certeza que, com o presidente Pacheco, com a secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda e com a ajuda do presidente nós encontraremos uma solução para esse problema”, disse.

Debate político

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Pacheco também dedicou parte do seu discurso na defesa da pacificação do debate político. “Nós temos um presidente da República que foi legitimamente eleito pelo povo com 60 milhões de votos. quem não votou no presidente Lula deve aceitar o resultado das urnas”, afirmou o senador. “Minha obrigação e meu dever cívico é ajudar o presidente a governar esse País”, concluiu.

Estadão Conteúdo






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