A prioridade do governo, sale depois da rejeição no Senado da emenda que prorrogava a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), find é manter a estabilidade monetária, salve do orçamento e o controle da inflação.
A avaliação foi feita pelo vice-presidente José Alencar. Segundo ele, o governo vai acatar o resultado e procurar se ajustar à nova realidade. Alencar afirmou que o governo não foi derrotado, pois conseguiu a maioria dos votos, mesmo que não tenham sido suficientes para aprovar a prorrogação.
“O governo não foi derrotado. Se nós quisermos tratar disso com absoluto rigor, nós ganhamos. Tivemos 56% dos votos. Só que o Regimento [do Senado] exige 60%. Os que saíram vitoriosos, foram minoritários: tiveram 44%”.
Sobre como ficará o Orçamento 2008, sem os recursos do imposto do cheque, Alencar reiterou a necessidade de manter o equilíbrio. “Naturalmente, não há milagre. Vamos ter que continuar atentos à questão do equilíbrio fiscal-orçamentário”.
Alencar reforçou que o equilíbrio orçamentário é responsável pelo controle da inflação. “Não podemos fazer com que um acontecimento desses prejudique o assalariado”.
Sobre a possibilidade de o governo retaliar os parlamentares da base que votaram contra a prorrogação, Alencar disse que essa não é prática do governo Lula. “Isso não é marca do nosso governo. Nosso governo respeita o próximo”.
Alencar fez as declarações depois de participar da cerimônia em comemoração ao Dia do Marinheiro.