Carlos Carone
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O combate ao tráfico de drogas no Distrito Federal é uma das maiores preocupações do governador eleito Agnelo Queiroz. O petista estruturou uma política que envolve tanto ação policial contra o crime de tráfico quanto prevenção para evitar o consumo de entorpecentes. Políticas sociais também serão usadas como ferramenta para promover o atendimento nas áreas de saúde e psicologia, principalmente, aos dependentes e suas famílias. Outro ponto que será revisto é o reforço do trabalho de inteligência policial para enfraquecer o crime organizado.
Para tocar o trabalho, o novo governo contará com o reforço do secretário de Segurança Daniel Lorenz, ex-diretor da inteligência da Polícia Federal e especialista no combate ao narcotráfico. Lorenz terá papel importante no desenvolvimento de uma das políticas públicas que será lançada pelo GDF nos próximos meses. Trata-se do Programa Distrital Integrado Anti-Drogas. O principal foco será combater o crack, que assola a região central da cidade.
Para combater de forma efetiva o uso de drogas em áreas públicas e o tráfico chamado formiguinha – promovido por pequenos traficantes que operam em regiões como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária do Plano Piloto – o novo governo pretende efetivar o sistema de Polícia Comunitária. Nos dois últimos governos, o policiamento não teve o efeito desejado, principalmente com a instalação dos postos comunitários.
O GDF também já trabalha na criação do Centro Integrado de Planejamento de Ações para Combate às Drogas, articulando os órgãos governamentais nas áreas mais vulneráveis ao tráfico. Outra arma que será usada para reduzir o índice consumo de drogas entre os jovens será promover o aumento do número de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) no DF, que atualmente é uma das unidades da federação com menos pontos de atendimento do País.
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