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Política & Poder

Polícia prende ex-assessor parlamentar de TH Jóias, apontado como operador financeiro ligado CV

Segundo a Polícia Civil, condenado integrava o núcleo logístico e financeiro ligado ao ex-deputado e era responsável por transportar dinheiro proveniente de atividades ilícitas

Redação Jornal de Brasília

22/07/2026 14h58

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Foto: Reprodução

Policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) prenderam nesta quarta-feira, 22, um ex-assessor parlamentar do ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias – preso por suspeitas de favorecer o Comando Vermelho.

De acordo com a Polícia Civil, Leandro Ferreira Marçal integrava o núcleo logístico e financeiro do ex-deputado . Nomeado em um cargo comissionado no gabinete de TH Jóias, Marçal foi condenado a seis anos e seis meses de prisão por organização criminosa pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio e estava foragido.

Ele foi localizado e capturado durante uma ação da Polícia Civil em Marechal Hermes, na zona norte do Rio. De acordo com as investigações, a função dele era “recolher, transportar e entregar grandes quantias em dinheiro vivo provenientes de atividades ilícitas”.

As investigações mostraram que o ex-comissionado de TH Jóias mantinha contato com integrantes da cúpula do Comando Vermelho no Complexo do Alemão, entre eles Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio”, de quem recolhia dinheiro em espécie.

Em uma das movimentações identificadas, segundo a Polícia Civil, R$ 100 mil foram destinados a TH Jóias e outros R$ 90 mil a interlocutores do grupo criminoso. As investigações apontaram ainda que a nomeação no gabinete parlamentar servia como fachada e facilitava a circulação dos recursos ilícitos.

“A captura foi resultado de um trabalho de inteligência da especializada, que envolveu o cruzamento de dados e a análise de informações para identificar possíveis rotas e endereços vinculados ao criminoso. Ele foi condenado a seis anos e seis meses de prisão pelo crime de organização criminosa majorada e também perdeu a função pública”, diz a Civil.

Estadão Contéudo

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