Carlos Carone
@jornaldebrasilia.com.br
Uma rede de corrupção investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal encontra, a cada dia, novas pessoas que teriam sido assediadas para prestar declarações que comprometessem o candidado do PT ao Governo do DF, Agnelo Queiroz. Depois da revelação feita à polícia por um contador, de que receberia R$ 200 mil e um cargo no GDF para afirmar que teria visto o petista manuseando dinheiro, um novo caso de assédio está sendo investigado. Como o contador Miguel Santos Souza, a outra vítima da tentativa de suborno, supostamente cometida por advogados vinculados a Joaquim Roriz, também prestou depoimento na Divisão Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap).
Da mesma forma, a testemunha foi investigada pela polícia na Operação Shaolin, que apurou denúncias de desvios de recursos no Ministério do Esporte. Com o nome mantido em sigilo, o homem tinha ligação com uma das Organizações Não-Governamentais (ONGs) acusadas de participar do esquema criminoso no ministério. De acordo com o depoimento da testemunha, ele foi abordado quando saía de casa com a família durante um fim de semana.
“Estava indo à igreja quando um Toyota Corolla preto parou em frente à minha casa. Quando a janela do passageiro foi aberta, um homem foi bem direto e disse que queria que eu prestasse depoimento dizendo que Agnelo teria recebido dinheiro desviado do Projeto Segundo Tempo. O homem ainda mostrou um maço de dinheiro”, relatou o assediado em termo de declaração que consta no inquérito policial aberto na Decap.
Leia mais na edição deste sábado (16) do Jornal de Brasília