Menu
Política & Poder

Polêmica sobre cargos e secretarias é ignorada por Agnelo

Arquivo Geral

21/11/2014 7h20

Vai sobrar para a Câmara Legislativa  a promulgação do projeto que obriga o governador a submeter ao Legislativo as mudanças na estrutura do governo, como criação e extinção de cargo, secretarias e outros órgãos. 

O prazo para a sanção expirou ontem e, com o silêncio do governador Agnelo Queiroz, o texto é sancionado tacitamente. Agora, o petista tem 48 horas para promulgar a lei, mas, segundo a reportagem apurou,  não deve fazê-lo. Caso isso se confirme, o texto volta para a Câmara e o presidente da Casa,  Wasny de Roure (PT), tem o prazo de mais 48 horas úteis para a promulgação, conforme prevê a Lei Orgânica do DF. 

Caso Wasny também se recuse,  o vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Agaciel Maia (PTN), é obrigado a promulgar, também no prazo de  até 48 horas.

O  texto, de autoria de Alírio Neto (PEN), dificultaria o início do governo de  Rodrigo Rollemberg (PSB), já que burocratiza a reforma administrativa que pretende fazer já no início do ano.

 “Valorização”

Segundo o secretário de Publicidade e Comunicação, André Duda, o governador entendeu  que a Câmara, que teve a iniciativa de fazer a proposta,  deve promulgar a proposta, que “valoriza os distritais”.

A reportagem tentou contato com Wasny de Roure e Agaciel Maia, mas os dois não retornaram as ligações.

Saiba mais

O coordenador da equipe de transição, Hélio Doyle, já havia dito ao JBr. que a sanção seria “um problema”.  

Proposta com texto semelhante, de autoria de Celina Leão, foi retirada da pauta, a pedido do governador eleito.  Aprovado em primeiro turno, o projeto retira da lei a possibilidade de o governador criar órgãos e cargos que gerem despesa sem a aprovação da Casa.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado