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Política & Poder

Piauí aponta indícios de sócio oculto de Flávio na Best Bet

Reportagem com documentos da PF cruza contas de empresas de Willer Tomaz em Portugal.

Redação Jornal de Brasília

20/10/2026 22h52

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Foto: Divulgação/Willer Tomaz Advogados Associados

A revista Piauí apontou nesta terça-feira (20) indícios de que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria sido sócio oculto da casa de apostas Best Bet, ligada ao advogado Willer Tomaz. A publicação cruzou registros empresariais nacionais e portugueses, dados contábeis e documentos bancários obtidos pela Polícia Federal.

A suspeita envolve as empresas Cathedral e Alcazar Holdings, ambas de propriedade de Tomaz e registradas em Portugal. A Cathedral era a única sócia registrada da Best Bet no Brasil. O auditor do fisco português ouvido pela reportagem levantou a hipótese de que a Cathedral financiou a Alcazar.

Um e-mail bancário de maio de 2025 mostrava uma conta da Alcazar identificada com o nome de Flávio Bolsonaro. Segundo a PF, o cadastro indicava “acesso operacional relevante” e sustentava a hipótese de “sua eventual participação econômica ou societária de fato na empresa”.

A assessoria do candidato contestou a interpretação, afirmando que a vinculação era indevida e que solicitou sua retirada. A defesa de Willer Tomaz atribuiu os custos a passeios entre amigos, sem contrapartida.

A PF também identificou na documentação voos contratados pela Cathedral para Flávio Bolsonaro e familiares na Europa em 2025. O destino das duas viagens era Nice, na França.

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar a suspeita de sociedade oculta. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz já negaram publicamente qualquer relação comercial ou financeira além da amizade.

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