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PF quer usar dados sobre milícias digitais em inquérito que investiga Jair Renan

A delegada Denisse Ribeiro, segundo mostra os documentos do inquérito, recebeu o pedido de compartilhamento da superintendência da PF no Distrito Federal

Por FolhaPress 07/12/2021 2h49
Bolsonaro e Jair Renan Foto: Evaristo Sá/AFP

Camila Mattoso
Brasília, DF

Os investigadores responsáveis pela apuração sobre os negócios de Jair Renan, filho 04 do presidente Jair Bolsonaro (PL), querem utilizar informações do inquérito das milícias digitais. A delegada Denisse Ribeiro, segundo mostra os documentos do inquérito, recebeu o pedido de compartilhamento da superintendência da PF no Distrito Federal. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidir se autoriza ou não o compartilhamento.

O motivo do pedido é a citação ao empresário Allan Lucena nos dois casos. Ele seria parceiro comercial de Jair Renan e no caso das milícias digitais aparece em conversas com o jornalista bolsonarista Oswaldo Eustáquio.

Ao pedir o compartilhamento, os investigadores do caso de Jair Renan afirmam que o inquérito que ele é alvo indica para recebimentos pelo filho do presidente “de vantagens de empresários com interesses, vínculos e contratos com a Administração Pública Federal e Distrital sem aparente contraprestação justificável dos atos de graciosidade”.

Segundo a PF, o núcleo empresarial investigado no caso do 01 “apresenta cerne em conglomerado minerário/agropecuário, empresa de publicidade e outros empresários”. Conforme publicou o jornal Folha de S.Paulo, a PF abriu em março um inquérito para investigar os negócios envolvendo Jair Renan. A apuração mira uma empresa do 04 e sua atuação junto ao governo federal.

A revista Veja mostrou em novembro que Jair Renan deu início a sua vida de empresário atuando para conseguir uma audiência em um ministério para tratar de interesses comerciais de um de seus patrocinadores. O filho de Bolsonaro e o sócio ganharam um carro elétrico do grupo empresarial um mês antes de intermediar a reunião, de acordo com a reportagem. Segundo o jornal O Globo, o veículo é avaliado em R$ 90 mil.

A Folha de S.Paulo mostrou em dezembro que a cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração da empresa de Jair Renan foi realizada gratuitamente por uma produtora de conteúdo digital e comunicação corporativa que presta serviços ao governo federal.

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