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Política & Poder

PF comportou-se com extremo cuidado, diz Paulo Chagas

Arquivo Geral

17/04/2019 8h58

Foto: Breno Esaki/Jornal de Brasília/Cedoc

O ex-candidato ao governo do Distrito Federal, general Paulo Chagas, voltou ao Twitter na manhã desta quarta-feira (17) para falar sobre o episódio de busca e apreensão da Polícia Federal do qual foi alvo. Agentes chegaram cedo à casa do militar da reserva, na terça, e levaram apenas um notebook.

“Caros amigos, a bem da verdade, devo declarar q a equipe da POLÍCIA FEDERAL que esteve em minha residência comportou-se com extremo cuidado e educação e que não a “revirou” como alguns imaginam. Entre chegar e sair levaram 30 minutos e levaram apenas o meu laptop.”, disse Paulo Chagas no Twitter.

O general é investigado no inquérito que apura supostas fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Um notebook marca CCE, cor preta, modelo Ultrathin U25, s/nº 3226, pertencente ao general Paulo Chagas, sem a fonte de carregamento”, descreveu a PF no documento que registra a busca e apreensão.

Alexandre de Moraes autorizou que os policiais apreendessem “computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos, bem como quaisquer outros materiais relacionados à disseminação de mensagens ofensivas e ameaçadoras”.

Segundo o ministro, as mensagens escritas por Paulo Chagas são “propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política e social com grande repercussão entre seguidores”. Ele destacou que “em pelo menos uma ocasião, o investigado defendeu a criação de um Tribunal de Exceção para julgamento dos ministros do STF ou mesmo para substitui-los”.

Defesas

O general Paulo Chagas afirmou ter certeza que os mandados de busca têm relação com o que ele escreve. “Escrevo sobre o STF há muito tempo. Evito falar mal da Corte, Mas não de atos de pessoas da Corte. Estou em Campinas. Minha reação é de achar graça”, disse. “Não tenho nada para esconder. Tudo o que faço e falo coloco no meu blog.” A reportagem tanta falar com todos os outros citados. O espaço está aberto para as manifestações.

Inquérito

Em março, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, mandou abrir um inquérito contra “notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares, extrapolando a liberdade de expressão”.

Na ocasião, o ministro citou um artigo do regimento interno do STF, segundo o qual, “ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do Tribunal, o Presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição”.

 

 

 

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