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Política & Poder

Pedro Simon: Dia Mundial da Alimentação ainda é Dia Mundial da Fome

Arquivo Geral

17/11/2011 17h42

Em pronunciamento nesta quinta-feira (17), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) assinalou a passagem do Dia Mundial da Alimentação, na véspera. Mas, com um bilhão de famintos no mundo, para ele a data deve ser lembrada como o Dia Mundial da Fome.

 

 

A efeméride foi criada pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que terá como presidente, a partir de 2012, o brasileiro Francisco Graziano da Silva.

 

 

Para o parlamentar, não há o que comemorar. Ele afirmou ser possível homenagear ações, pessoas e governos por iniciativas na área, mas o principal é “cobrar, exigir, tomar consciência”. 

 

 

O representante gaúcho disse que a estimativa de um bilhão de famintos no mundo pode estar subestimada. É possível que o número real chegue ao dobro. Ele afirmou que 16 milhões de pessoas morrem todo ano de causas decorrentes da fome aguda, e mais da metade desses mortos são crianças com menos de cinco anos.”Não há em todo o planeta desastre maior que a fome”, afirmou o parlamentar.

 

 

O senador lamentou que, para os miseráveis, um caminhão de lixo que chega ao aterro “é como se fosse o caminhão de entrega de um supermercado”.

 

 

Pedro Simon afirmou que a alta dos preços dos alimentos – cotados agora em bolsas de valores – levou 70 milhões de pessoas à pobreza extrema. Na América Latina, o item alimentação acumulou alta de preços de 40% nos últimos quatro anos – a maior volatilidade em três décadas.

 

 

O senador disse que um bom programa de alimentação escolar é uma das principais ações que um país ou um governo pode fazer. O parlamentar leu, durante seu discurso, trecho do poema Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, que narra a saga dos migrantes nordestinos.

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