André Levino
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A Polícia Civil não tem como confirmar por enquanto se os homens que agrediram o militante petista Diego Dionísio da Costa, 27 anos, são realmente correligionários rorizistas. Na tarde de ontem, o delegado-chefe da 5ª Delegacia de Polícia, Laércio Rosseto, ouviu Diego e outras duas testemunhas, que presenciaram os ataques. De acordo com o delegado, dos quatro agressores já identificados, dois seriam moradores de São Sebastião. No episódio, eles estavam próximos ao grupo de apoiadores do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), mas não podem ainda ser caracterizados como militantes.
Dionísio é morador de Ceilândia, motorista e faz campanha para o deputado distrital Chico Leite (PT), candidato a reeleição. Foi agredido terça-feira, na Esplanada dos Ministérios, depois do desfile de 7 de Setembro. Por volta das 12h30 de ontem, o militante do PT chegou à 5ª DP acompanhado da mulher, Verônica, e de um amigo que também trabalha na campanha do parlamentar petista.
O depoimento durou aproximadamente três horas e meia. Além de Diego, o delegado conversou com o coordenador da campanha de Chico Leite no Plano Piloto e com um fotógrafo que registrou cenas da agressão. A polícia vai tentar agora identificar os nomes dos quatro, onde moram e para quem trabalham.
“Pelo que ele (Diego) me relatou, essas agressões teriam sido agressões gratuitas. Ou seja, ele não deu início a nenhuma agressão física ou verbal contra as outras pessoas. A gente não poder dizer com certeza ainda se são militantes ou não até termos a identificação completa dessas pessoas”, explicou o delegado.
Laércio confirmou que os depoentes disseram que os agressores eram rorizistas, mas, pelas fotos, não há nada que os caracterize como militantes do ex-governador, sem contar que não estavam panfletando tampouco portando bandeiras.
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