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Política & Poder

Paulo Pimenta acusa o governo argentino de ser cúmplice de Flávio Bolsonaro

Na entrevista à Broadcast, Pimenta afirmou que Flávio Bolsonaro não poderia ter deixado o Brasil sem o assentimento do governo argentino

Redação Jornal de Brasília

28/10/2026 18h21

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Foto: Nelson Almeida / AFP

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusou os governos da Argentina e dos Estados Unidos de participação na operação que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao exterior. Ele disse que a viagem teria contado com “conivência” das autoridades estrangeiras.

Na entrevista à Broadcast, Pimenta afirmou que Flávio Bolsonaro não poderia ter deixado o Brasil sem o assentimento do governo argentino. O parlamentar sustentou que o deslocamento do candidato derrotado após as eleições pressupõe colaboração externa.

A família Bolsonaro passou parte da terça-feira (27) em Puerto Iguazú, na Argentina, antes de formalizar a entrada no país às 22h50 daquele dia, conforme a Direção Nacional de Migrações da Argentina. “Ele saiu do Brasil e ficou escondido junto com a família durante todo o dia”, declarou Pimenta.

O deputado destacou o período entre a suposta chegada à Argentina e o registro migratório oficial, relacionando-o aos preparativos da viagem. Para ele, a logística do voo em avião particular, com escala no Equador e destino nos EUA, não teria sido possível sem o envolvimento dos países citados.

A direção da migração argentina confirmou que Flávio, a esposa e as duas filhas apresentaram documentos válidos para entrar pelo país na Ponte Internacional Tancredo Neves. O grupo embarcou posteriormente em uma aeronave da Baires Fly.

Informações publicadas pela Folha de S.Paulo relatam que Santiago Caputo, estrategista político ligado ao presidente argentino Javier Milei, participou da recepção ao senador brasileiro em território argentino. Uma autoridade da Casa Branca teria confirmado o conhecimento da viagem pelo governo de Donald Trump.

O próprio Trump declarou que aprovaria a entrada de Flávio nos Estados Unidos. As informações indicam conhecimento da viagem por integrantes dos dois governos, mas não comprovam uma coordenação conjunta para viabilizar a saída do parlamentar.

A saída do senador ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro à Polícia Federal. O parlamentar não cumpriu o prazo e deixou o país com a família.

O episódio se seguiu à derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

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