O ex-vice-governador Paulo Octávio ainda aguarda que o pedido de habeas corpus seja concedido pela Justiça. Desde a noite de segunda-feira o empresário está preso por supostas irregularidades na liberação de alvarás. Paulo Octávio passou a terça-feira em uma sala de 25 metros quadrados no Batalhão de Policiamento de Trânsito na Asa Norte. De acordo com a defesa, o ex-vice-governador teria esse direito por ser advogado.
Advogados entendem que a prisão do ex-vice-governador foi arbitrária. E que influência política não está descartada.
A defesa entrou com o pedido de habeas corpus ainda durante a madrugada de segunda para terça, mas a decisão ainda não saiu. O pedido está com o desembargador João Batista Teixeira do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
De acordo com Pedro Ivo, um dos advogados que representam o empresário Paulo Octávio, a prisão é “absurda”, porque o ex-governador estava colaborando com a Justiça na apuração das acusações das irregularidades. “No que se refere às obras do shopping JK, ele sempre agiu pautado por decisões judiciais, dentro da legalidade. Não existia necessidade de prisão, já que são fatos e gravações antigas”, defendeu.
Influência
O advogado criminalista Ticiano Figueiredo acredita que Paulo Octávio esta sendo prejudicado. “Uma prisão como essa às vésperas de Copa do Mundo, um momento de paralisação da máquina pública é prejudicial para que o réu possa conseguir um trâmite mais célere do processo. Se fosse o motivo de decretar prisão, o que eu não acredito, deveria ter acontecido ano passado, quando foi deflagrada a Operação Átrio”, opinou. “Com todo o respeito, a decisão é recheada de conteúdo político”, completou.
A prisão aconteceu quando o empresário saía de seu escritório. De lá, ele seguiu para a Delegacia de Combate ao Crime Organizado, onde prestou depoimento, e em seguida passou por exames no Instituto Médico Legal.