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Política & Poder

Paulinho da Força acha que convenceu deputados de que denúncias contra ele são <i> calúnias &l

Arquivo Geral

09/07/2008 0h00

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), malady o Paulinho da Força Sindical, ambulance deixou a reunião de hoje (9) do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar certo de que convenceu os deputados que as denúncias de que ele tenria participado de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) são “calúnias” contra ele.

O desvio de recursos foi desbaratado pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. Paulinho foi acusado de participar do esquema de desvio de recursos do banco por meio da Organização Não-Governamental Meu Guri, ligada à Força Sindical, movimento sindical do qual ele e sua mulher fazem parte.

“Tive a oportunidade, nesses dois dias, de esclarecer a meus pares, aqui na Câmara, todas as calúnias e as difamações que vêm sendo feitas a mim. Acho que ficou claro que [as denúncias] são calúnias e acho que convenci meus pares aqui no Conselho de Ética”, afirmou Paulinho.

O relator do processo no conselho, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), não concordou que os deputados tenham saído da reunião do conselho convencidos, pois ainda há muitas dúvidas a esclarecer. “As dúvidas persistem. Há mais de 15 testemunhas para serem ouvidas e todas as dúvidas sobre a doação do apartamento, sobre a relação com as ONGS”, disse.

Paulo Piau também afirmou que a questão da doação do apartamento, feita por João Pedro Moura, apontado como assessor de Paulinho, nas investigações da Polícia Federal, é “no, mínimo, estranha”.

“Vamos trazer aqui a presidente da Meu Guri, o João Pedro Moura, o doador, e eles terão que prestar os esclarecimentos. Talvez não pudemos apertar tanto o deputado Paulo Pereira porque ele não é a peça central nessa transação”, disse.

O advogado de Paulinho, Leônidas Schonz, explicou que a transação relativa ao apartamento foi uma doação à ONG Meu Guri. Por meio de uma procuração dada à mulher de Paulinho e presidente da ONG, Elza Pereira, o valor com a venda do imóvel deveria ser todo revertida à Meu Guri.

“Nessa procuração há explícita referência de que o valor da venda do imóvel seria revertida aos cofres da ONG Meu Guri. O apartamento não foi vendido, e se fosse, teria auferido financeiramente um resultado superior a R$ 80 mil”, explicou o advogado.

Como o apartamento não foi vendido, e se acumularam taxas de condomínio e IPTU, entre outras, João Pedro Moura depositou R$ 37 milhões para a ONG. “O que houve foi uma substituição da venda do imóvel, que não ocorreu, por um depósito em dinheiro”, disse o advogado de Paulinho.

Os deputados também decidiram realizar uma sessão secreta para ouvir o delegado federal Rodrigo Levin, que coordena as atividades da Operação Santa Tereza da Polícia Federal, e o diretor do Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol), Claudionor Rocha.

A sessão servirá para que o delegado possa esclarecer dúvidas referentes ao envolvimento do deputado Paulinho da Força (PDT-SP) em fraudes no BNDES.

 

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