Sionei Ricardo Leão
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O presidente da Câmara Legislativa, Patrício (PT), avaliou ontem que as medidas de enxugamento de gastos adotadas nesta semana são uma mostra de que o Poder está cumprindo seu papel. “Estamos cortando na própria carne. E se precisar vamos diminuir mais gastos nos gabinetes dos parlamentares e em outras estruturas da Casa. O nosso interesse é servir à sociedade”, alegou.
As explicações foram dadas como resposta aos comentários do presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do DF (Sindical), Adriano Campos. O dirigente pediu, ontem à tarde à, procuradora-geral de Justiça em exercício do DF, Zenaide Souto Martins, para não fazer qualquer acordo com a Câmara Legislativa a respeito da liminar que desde agosto do ano passado proíbe novas contratações na CLDF.
“A meu ver, o Sindical deveria agir de outra maneira. Eles podem nos ajudar nos esforços que estamos fazendo e, inclusive, opinar no projeto de reforma administrativa que está sendo analisado”, rebateu Patrício. “Estamos vivendo uma outra realidade”, completou o presidente da Casa.
Nesta semana, a Câmara, a fim de demonstrar austeridade e se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), suspendeu temporariamente a progressão por tempo de serviço e por mérito e a progressão funcional. Essas prerrogativas estão previstas na legislação que trata do plano de cargos e salários dos servidores efetivos da Casa.
Patrício também determinou a exoneração de cerca de 500 servidores comissionados. Apesar desses atos, 14 distritais que tomaram posse no dia 1º continuam com os gabinetes vazios. Segunda-feira, o presidente vai, acompanhado de outros membros da Mesa Diretora, ao Tribunal de Justiça do DF.
Patrício conversará com o desembargador Otávio Augusto Barbosa para demonstrar os esforços que vêm sendo adotados para diminuir as despesas com os gastos de pessoal na Câmara Legislativa. Ele também já apresentou as mesmas informações à presidente do Tribunal de Contas do DF (TCDF), Tribunal de Contas do Distrito Federal, Anilcéia Machado, quarta-feira passada.
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