O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara, deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP), pediu desculpas públicas por declarações que “possam ter ofendido aos homossexuais e aos negros”. Na primeira sessão da comissão sob seu comando, ele também solicitou um voto de confiança a colegas e eleitores.
“Neste momento importante para a Nação brasileira, nesta douta comissão, peço a todos e a todas que se sentiram ofendidos por alguma colocação minha, em qualquer época, peço as mais humildes desculpas, e coloco meu gabinete à disposição”, disse Feliciano, garantindo que a comissão trabalhará de forma “propositiva e transparente”.
“Peço a todos um voto de confiança. Estou exercendo o meu mandato, que me dá direito de assumir a presidência desta comissão”, ressaltou Feliciano, após protesto de manifestantes defensores dos direitos da comunidade LGBTT e dos negros.
Desde o início da tarde, a sala da comissão está lotada de manifestantes contra Marco Feliciano e uns poucos a seu favor. Ao entrar na sala, o deputado foi bastante vaiado. Devido a dificuldade de ouvir o som, por causa do barulho dos manifestantes, Feliciano pediu para que as pessoas se comportassem e que volume de seu microfone fosse aumentado.
“Peço a todos que se comportem. Todos têm o direito de se manifestar”, disse. Em processo de obstrução, deputados do PT questionaram o quórum mínimo para abertura dos trabalhos. A reclamação, no entanto, não foi atendida pelo presidente. A sessão seguiu em clima tenso e a exibição de um vídeo foi suspensa devido a dificuldade de ouvir o som dentro da comissão.
Em postagens em redes sociais e vídeos da internet, o pastor Marco Feliciano diz que os negros “são ancestrais amaldiçoados por Noé” e que os gays teriam sido os responsáveis por “trazer a Aids para o lado dos heterossexuais”. Além disso, ele pode ser visto no Youtube solicitando carros e cartões de créditos de fiéis durante cultos da igreja em que atua.
Para se defender, ele alegou apenas que tudo se tratou de um “mal-entendido”.