Aum dia do término do prazo, os partidos políticos ainda não definiram os nomes que apresentarão para participar das eleições indiretas ao Governo do Distrito Federal. As Executivas locais passaram o dia e a noite de ontem reunidas e realizarão novos encontros na manhã de hoje para bater o martelo em relação aos candidatos a assumir o GDF até o inicio do próximo ano. O prazo para candidaturas encerra-se amanhã e as eleições serão realizadas no dia 17 de abril.
A maior surpresa pode vir do DEM, cujo nome tido até então como certo, de Alberto Fraga, enfrentará opositores internos. A decisão está marcada para as 10h, quando os 15 membros da nova executiva local definirão o candidato.
Além de Fraga, concorrem à vaga Osório Adriano, Lindeberg Curi, a ex-procuradora federal Dr. Edilcéia e um partidário identificado apenas como Darlan, que o próprio Secretário Geral do DEM-DF, Flávio Couri, não soube dizer quem era.
Fraga, que teria aberto mão da direção do partido no DF para concorrer ao governo, afirmou que o resultado de hoje até o momento é uma incógnita. “Sinto que pode acontecer de tudo. É uma decisão que pode mudar muita coisa na cidade”, avalia.
O ex-secretário de Transportes acredita que é um nome forte para representar o DEM nas eleições indiretas e na direta também e já tinha, em outras ocasiões, deixado clara a intenção de participar dos dois processos. Para ele, uma decisão diferente poderia sinalizar falta de confiança do partido. “Confesso que não sei qual será o resultado hoje, como não sei como será a minha reação”, sinaliza.
PT
No PT, principal partido de oposição no DF, os integrantes do Diretório Regional se encontraram na noite de ontem para deliberar sobre a participação no pleito provisório, que ainda não é consensual. “Primeiramente vamos fazer a discussão para definir se vamos participar e como. Se formos ter candidato, vamos definir qual o melhor perfil. Podemos estabelecer nomes ou estabelecer uma comissão para trabalhar essas possibilidades até quarta-feira”, explica o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo.
Até o fechamento desta edição o partido não tinha definido essas questões, que ainda serão debatidas durante o dia de hoje. Para as 10h está prevista a reunião entre o PT e PCdoB para a discussão de uma possível união nas eleições indiretas e na direta, em outubro.
Entre os possíveis nomes petistas para concorrer ao mandato-tampão estão: Cícero Rola, Sigmaringa Seixas, Antônio Ibañez (já foi reitor da Universidade de Brasília) e Nélson Hubner (ex-secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia).
O partido descarta a possibilidade do pré-candidato para as eleições de outubro, Agnelo Queiroz, concorrer nas eleições indiretas. “Pensamos em alguém para fazer a linha de transição”, explicou Policarpo. Além do PCdoB, o PT pode se unir ao PDT ou ainda aos partidos de direita que compõem a base de apoio ao PT Nacional.
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