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Política & Poder

Partido aliado de Roriz tenta no TRE-DF impedir a campanha de Agnelo

Arquivo Geral

15/07/2010 8h24

Bruna Torres e Carla Rodrigues
bruna.torres@jornaldebrasilia.com.br e carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

 

Demorou mas veio. O PTdoB impetrou terça-feira ação pedindo a impugnação a candidatura de Agnelo Queiroz, candidato do PT ao GDF. O argumento da ação é de que o petista teve as contas do Ministério dos Esportes rejeitadas à época do Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro, período em que era ministro da Pasta. Agnelo, porém, deu pouca importância à iniciativa do PTdoB, que não por acaso integra a coligação que apóia seu principal adversário, Joaquim Roriz. Se mostra confiante na Justiça e considera que a iniciativa seja uma ação “sem sentido”. “Confio na Justiça. Ela separará o joio do trigo e saberá distinguir quem tem ficha limpa, como eu, de quem não tem”, alfinetou.

 

A Assessoria Jurídica da coligação de Agnelo divulgou nota respondendo que “refutamos a ação por constatar que ela não tem fundamento jurídico algum e não junta uma única prova”. “Isso é exercício temerário do Direito”, reagiu o coordenador jurídico da coligação PT-PMDB, Luís Alcoforado. Agnelo e a coligação vão entrar com uma ação cível por danos morais contra o PTdoB.

 

Caminhada

Despreocupado com a iniciativa do aliado de Roriz, o ritmo da campanha continuou intenso. Agnelo apostou novamente no corpo a corpo na busca de votos e, ontem, a comitiva foi para Candangolândia e Santa Maria. Nas duas regiões, fez caminhadas e ouviu as reclamações da população. “Precisamos de uma política de desenvolvimento com força na economia solidária, cooperativas. Criar oportunidades nas periferias e dar oportunidades para quem tem baixa qualificação”, elucidou.

 

Desta vez, Agnelo foi recebido com empolgação nos lugares. “O pessoal me respondeu bem hoje”, afirmou.
Comerciante da Candangolância, Rudney Parreira, 28 anos, tem fé que Agnelo ganhe as eleições. “O Roriz tem ficha suja, né? O Agnelo é mais novo, simpático, tem ideias renovadas. Acho que ele tem tudo para vencer”.  Ao meio-dia, Agnelo e seu vice, Tadeu Filippelli, almoçaram no Restaurante Comunitário de Santa Maria. A presença dos dois agitou os moradores. “Querendo ou não, acho que eles são uma esperança”, comentou a dona de casa Clara Maria, 31 anos.

Questionado sobre o almoço no Restaurante, cujo apelido é Rorizão, Agnelo afirmou: “Não vejo esses locais como uma invenção do Roriz. Foi o Governo Federal que transformou esses restaurantes em política pública”.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (15) do Jornal de Brasília.

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