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Política & Poder

Parlamentares divergem sobre votação de quebra de sigilos na CPMI do INSS

Base governista acusa irregularidades na contagem de votos em requerimentos, incluindo sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, enquanto oposição defende a regularidade do processo.

Redação Jornal de Brasília

02/03/2026 20h00

Foto: Reprodução

Antes do depoimento de Aline Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, parlamentares da base do governo e da oposição debateram a contagem de votos em requerimentos aprovados na semana passada.

Um desses requerimentos determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O líder do governo na CPMI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), alegou que houve “resultado forjado” na votação e recorreu ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para pedir a anulação do processo. Pimenta criticou o presidente da comissão, afirmando que Carlos Viana perdeu a condição de conduzir a CPMI com a isenção necessária.

Por outro lado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, defendeu que a votação seguiu integralmente o regimento. “Não houve nenhum erro na votação. Está muito claro que nós seguimos o regimento durante todo o tempo. O governo perdeu porque não se articulou corretamente mais uma vez e se apega nessa questão de que a contagem foi indevida, foi incorreta”, declarou Viana.

A CPMI do INSS tem prazo de funcionamento até 26 de março, com um pedido de prorrogação em análise no Congresso Nacional.

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