Ao anunciar que o secretário-adjunto de Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski, agora, cuidará de se relacionar com o setor produtivo e sindicatos, o governador Rodrigo Rollemberg indicou que iniciaria uma fase diferente da gestão. Mas, em entrevista ao JBr., ele deu dicas de que o Governo do DF ainda não conseguiu se acertar com as entidades. Para ele, alguns sindicatos manipulam a opinião pública com a ideia de que ele foi responsável pela articulação que resultou no PL 257/2016, que propõe medidas de reequilíbrio fiscal dos estados e, em contrapartida, congela direitos dos servidores.
“Isso é injustiça e manipulação dos sindicatos, que tentam atribuir a mim uma responsabilidade que eu não tenho. Quem enviou o projeto ao Congresso Nacional foi o Ministério da Fazenda”, destaca.
DF está fora
A articulação que fez, garante Rollemberg, foi para que fossem retomadas as operações de crédito e pra que houvesse renegociação da dívida dos estados. “O Governo Federal colocou como condição para fazer a renegociação da dívida que alguns estados que têm dívidas enormes, que não é o caso do DF, tomassem medidas duras contra os servidores”, observa ele, lembrando que o projeto é optativo.
Os servidores do Distrito Federal, diz o governador, não sofrerão as sanções previstas no PL 257/2016, como congelamento salarial, corte de até 30% em benefícios e programas de demissão. “Não temos uma dívida grande”, assegura.
Em relação à resistência da população para a intenção do governo de fazer parceria com organizações sociais para a gestão de unidades de saúde pública, o governador acredita que isso também vem dos sindicatos e de “pessoas manipuladas pelos sindicatos”.
Saiba mais
O governador diz que a Secretaria de Saúde já convocou todos os pediatras e neonatologistas aprovados em concurso. “Muitos não quiseram assumir e não tem mais para chamar”, argumenta.
Ele afirma que há dificuldade também em se contratar anestesistas e clínicos. “Nós estamos no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, em relação ao comprometimento de gastos com pessoal. Estamos proibidos pela lei de aumentar o número de servidores públicos. Daí, a necessidade de contratação de organizações sociais para ampliação de alguns serviços”, insiste.