Menu
Política & Poder

Para governador do DF, sindicatos manipulam opinião pública

Arquivo Geral

22/04/2016 7h15

Ao anunciar que o secretário-adjunto de Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski, agora, cuidará de se relacionar com o setor produtivo e sindicatos, o governador Rodrigo Rollemberg indicou que iniciaria uma fase diferente da gestão. Mas, em entrevista ao JBr., ele deu dicas de que o Governo do DF ainda não conseguiu se acertar com as entidades. Para ele, alguns sindicatos manipulam a opinião pública com a ideia de que ele foi responsável pela articulação que resultou no PL 257/2016, que propõe medidas de reequilíbrio fiscal dos estados e, em contrapartida, congela direitos dos servidores. 

“Isso é  injustiça  e manipulação dos sindicatos, que tentam  atribuir a mim uma responsabilidade que eu não tenho. Quem enviou o projeto ao Congresso Nacional foi o Ministério da Fazenda”, destaca.

DF está fora

A articulação que fez, garante Rollemberg, foi para que fossem retomadas as operações de crédito e pra que houvesse renegociação da dívida dos estados. “O Governo Federal colocou como condição para fazer a renegociação da dívida que alguns estados que têm dívidas enormes, que não é o caso do DF, tomassem  medidas duras contra os servidores”, observa ele, lembrando que o projeto é optativo. 

Os servidores do Distrito Federal, diz o governador, não sofrerão as sanções previstas no PL 257/2016, como congelamento salarial, corte de até 30% em benefícios  e programas de demissão. “Não temos uma dívida grande”, assegura.

Em relação à resistência da população para a intenção do governo de fazer parceria com  organizações sociais para a  gestão de unidades de saúde pública, o governador acredita que isso também vem dos sindicatos e de “pessoas manipuladas pelos sindicatos”.

Saiba mais

O governador diz que a Secretaria de Saúde já convocou todos os pediatras e neonatologistas  aprovados em concurso. “Muitos  não quiseram assumir e não tem mais  para chamar”, argumenta.

Ele afirma que há dificuldade também em se contratar anestesistas e clínicos. “Nós  estamos no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, em relação ao comprometimento de gastos com pessoal. Estamos proibidos pela lei de aumentar o número de servidores públicos. Daí, a necessidade de contratação de organizações sociais para ampliação de alguns serviços”, insiste.

Sem apoio das categorias
 
Presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues diz que o governo não tem “moral” para falar dos servidores. “Eu creio que esta avaliação não é bem do governador, acho que ele está ouvindo alguém. Existe um fantasma no Buriti, que é o guru dele”, aposta. “Ele não se entende com os sindicalistas, não consegue ganhar apoio popular e nem do servidor”, destaca a sindicalista.
 
Sobre a intenção do governo de emplacar as organizações sociais no DF, ela disse que os sindicatos “serão a aroeira no caminho de Rollemberg”. 
Rosilene Correa, dirigente do Sindicato dos Professores do DF, disse que ouviu  do ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) que o Governo Federal não tinha intenção de condicionar a renegociação à “contrapartida que o servidor vai pagar”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado