Leandro Quirino
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As bancadas de oposição sentiram claramente a pressão do Palácio do Planalto para fechar o novo valor do salário-mínimo em R$ 545. Ao longo de todo o dia, os adversários do Governo Federal se articulavam, mas já previam a vitória governista. E reclamavam nos corredores de que havia uma interferência clara do Poder Executivo em punir os parlamentares da base que apoiassem uma proposta diferente daquela defendida pelo Palácio.
O lider do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), no entanto, disse que a vitória mostrou a “sintonia” entre os parlamentares da base. Quanto à possível retaliação aos deputados aliados que defenderam um reajuste diferente do proposto pelo Palácio, disse que é um número insignificante e, por isso, não há que se pensar em punições.
Nas propostas apresentadas estiveram em discussão os R$ 545 apresentados pelo governo, os R$ 560 defendidos pelo Democratas, os R$ 600 abraçados como proposta de campanha pelos tucanos e, por fim, a proposta de R$ 700 apresentada pelo PSOL.
O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), disse que a proposta do Palácio em fechar o mínimo em R$ 545 mostrou um declínio no reajuste salarial daqueles que têm de viver com esse valor. “O governo jogou todas as suas armas, pressionando os deputados, tirando cargos, rejeitando emendas. Enfim, tudo para evitar o vazamento de votos. É um aumento irrisório, ou melhor, um não-aumento, até porque não há um ganho real. O governo Dilma vai quebrar uma série histórica de 16 anos consecutivos, iniciados pelo governo FHC e continuado por Lula. Será uma vitória do governo, e obviamente uma derrota para a população que vive com um salário-mínimo.”
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