Da Redação
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Com mais de 70% dos votos válidos, Cristóvão Tormin (PSD) alcançou a prefeitura do maior colégio eleitoral da Região Metropolitana. Ao saber do resultado, ele partiu do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em carreata pelo município com cerca de 200 mil habitantes. O principal rival na disputa eleitoral, Gastão Leite (PSDB), afirmou que fará uma oposição consciente.
Candidato de oposição, Cristóvão planeja começar a transição da administração de imediato. Buscando parcerias com o Governo Federal, de Goiás e do Distrito Federal. O novo prefeito prometeu inclusive buscar articulações no Congresso para captar emendas constitucionais para a cidade.
Dentro do plano de governo, Cristóvão destaca os projetos na área de Saúde, Segurança Pública, Educação e geração de empregos. “Agradeço a Deus e ao povo de Luziânia”, comemorou após a consolidação da votação. O novo prefeito lembrou que buscou uma campanha propositiva ao longo de todo período eleitoral.
Gastão Leite não acompanhou a contagem de votos no TRE. Ele preferiu aguardar o resultado em casa. “Faremos uma oposição construtiva. E vamos cobrar tudo aquilo que ele (Cristóvão) prometeu na campanha a partir de 1 de janeiro (de 2013), afirmou. Mesmo sem mandado, ele promete articular uma frente de oposição no município.
Cristóvão chegou até a prefeitura graças a uma ampla aliança, que contou inclusive com o PT, que indicou o vice Didi Viana, e com os partidários do ex-governador Joaquim Roriz. Luziânia é o quarto colégio eleitoral de Goiás e possui uma forte economia baseada no agronegócio.
Boca de urna
Na avaliação da Justiça Eleitoral, o sufrágio transcorreu dentro da normalidade e apenas uma das 313 urnas eletrônicas precisou ser substituída em função de problemas técnicos. Oito pessoas foram presas por boca de urna, dois adolescentes detidos e um auto de prisão em flagrante por transporte ilegal de passageiros foram registrados.
Mais de cem denúncias de boca de urna chegaram ao conhecimento dos fiscais e agentes de segurança, incluindo Policia Federal, Civil e Militar. Mas quando as autoridades chegavam aos locais não encontraram nada. Segundo o promotor de Justiça Eleitoral, Jefferson Rocha, o fato lembrou da necessidade de uma intensificação constante do número de agentes de segurança para cada eleição. “O eleitor não deve ser abordado, constrangido e incomodado. Ele deve ter seu livre direito de escolha preservado”, disse.
Outro incidente que marcou a eleição foi a agressão a uma mesária. Segundo agentes de fiscalização um eleitor teria agredida a mulher com um tapa no rosto. O agressor teria conseguido fugir, mas a vítima registrou ocorrência junto à Polícia Civil.