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Política & Poder

Oposição proclama José Serra como candidato à Presidência

Arquivo Geral

10/04/2010 12h49

O tucano José Serra, de 68 anos, foi proclamado hoje por três partidos opositores como candidato à Presidência do Brasil para as eleições de outubro.

A candidatura de Serra, economista, ex-governador de São Paulo e favorito em todas as pesquisas, foi proclamada pelo PSDB, PPS e Democratas (DEM).

O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente do partido, de cuja fundação Serra participou de 1988, declarou em meio a aplausos de 2,5 mil pessoas presentes em um ato realizado em Brasília, que o agora candidato, que foi derrotado pelo atual líder em 2002, “é a pessoa mais preparada para governar o país e iniciar uma nova fase de prosperidade”.

O ex-governador de São Paulo leva vantagem em todas as pesquisas de opinião com relação à Dilma Rousseff, ex-ministra-chefe da Casa Civil de Lula e candidata do PT à Presidência, quem jamais tinha desejado antes um cargo eletivo.

A falta de experiência de Dilma em campanhas foi destacada em várias ocasiões por Guerra, quem disse, sem citar seu nome, que o Brasil deverá escolher em outubro entre “a experiência” de Serra, com quase 50 anos de vida pública, e “a aventura que representa quem nunca foi líder de nada”.

“Serra não é uma improvisação”, afirmou o presidente do PSDB, quem afirmou que o “Brasil não pode tomar o caminho do desconhecido e de um passado de insensatez”, em aparente alusão ao ativismo de Dilma nas guerrilhas que pegaram em armas contra o regime militar que governou o país entre 1964 e 1985.

Guerra lembrou que seu correligionário enfrentou à ditadura na Presidência da União Nacional de Estudantes, quando tinha 20 anos e que isso o levou a um exílio de 14 anos.

“Não se curvou diante do autoritarismo da ditadura, mas também não se rendeu aos atos irresponsáveis”, sustentou o senador, quem citou inclusive a participação do agora candidato como assessor no Governo do presidente Salvador Allende, durante seu exílio no Chile.

Serra concorreu à Presidência nas eleições de 2002, nas quais foi derrotado por Lula, quem não poderá candidatar-se agora porque foi reeleito em 2006 e a Constituição brasileira não permite três mandatos consecutivos.

Segundo Guerra, que não citou o nome Lula e tampouco de Dilma em seu discurso, Serra é “um líder comprovado”, “sem nenhum desvio de conduta ou desequilíbrios em sua vida política” e representa “o caminho correto” para o Brasil do futuro.

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