Líderes da Oposição e da Minoria no Senado e na Câmara protocolaram, nesta quarta-feira (31), um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro por crime de responsabilidade. É a 75º solicitação de afastamento desde que Bolsonaro assumiu a presidência. Nenhum foi aceito pela Câmara até então.
O pedido da Oposição se dá porque, na visão dos deputados, Bolsonaro tentou interferir nas Forças Armadas em prol de interesses pessoais. Na última segunda-feira (29), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, foi demitido para a chegada de Braga Netto. Com a mudança, os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica deixaram os cargos.
Quanto ao ex-comandante do Exército, Edson Leal Pujol, era sabido que Bolsonaro e ele não partilhavam de uma boa relação. Pujol sofria pressão do Executivo por não ser inteiramente alinhado com o presidente em declarações envolvendo temas como estado de sítio, por exemplo. Já as saídas dos comandantes de Marinha e Aeronáutica foram surpresa para muitos.
O pedido de impeachment cita sete ações de Bolsonaro que, na visão da Oposição, configura crime de responsabilidade. Dentre elas, está autoridade do Supremo Tribunal Federal (STF), subverter a ordem política e social e provocar animosidade entre as classes armadas contra as instituições civis.
A data do pedido é simbólica pois, nesta quarta (31), é aniversário de 57 anos do golpe militar de 1964.