O DEM e o PSDB devem entrar ainda hoje (1) com representação no Ministério Público solicitando a instauração de processo judicial contra a ministra-chefe da Casa Civil, patient Dilma Rousseff, buy e a secretária executiva do órgão, Erenice Alves Guerra.
Os dois partidos também pedirão à Comissão de Ética Pública que investigue os supostos envolvimentos de Dilma e Erenice na elaboração e divulgação de informações de gastos com cartões corporativos e contas B do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa Ruth Cardoso. Os argumentos da representação baseiam-se em reportagens publicadas pela imprensa.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), informou que todos os caminhos serão utilizados para investigar os gastos do atual governo com os cartões, incluindo os da Presidência da República.
O líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN), informou que a oposição analisa a possibilidade de apresentar no Plenário do Senado os requerimentos não aprovados hoje (1) na CPMI dos Cartões Corporativos com pedidos de informações sobre gastos da Presidência e o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre esses gastos.
O senador disse que “a criação da CPI exclusiva do Senado [para investigar o uso dos cartões] é uma alternativa levada em consideração”.
José Agripino é da opinião que não adianta insistir na condução das investigações pela CPMI, uma vez que está evidente que a estratégia da base aliada é barrar requerimentos com o objetivo de obter os dados sobre gastos efetuados pela Presidência da República.
O senador informou que a oposição vai aguardar a votação de até 10 ou 15 requerimentos de pedidos de informações e convocação de pessoas envolvidas nas denúncias “para que fique evidenciado quem não quer investigar”.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ressaltou que a atitude da oposição será de requerer o andamento das investigações no Parlamento e no Judiciário, “doa a quem doer”
O senador acrescentou que a oposição “vai reagir à tentativa [do governo] de impedir a investigação e a discussão. É uma coisa que não vamos aceitar e vamos reagir o tempo todo porque é uma questão de democracia”.