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Política & Poder

Operação Recall mira grupo de golpes digitais e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu nove prisões temporárias e 15 mandados de busca em ação contra esquema de estelionatos eletrônicos. As investigações apontam uso de sites clonados e boletos falsificados para fraudar financiamentos de veículos.

Redação Jornal de Brasília

19/05/2026 14h14

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta terça-feira (19) a Operação Recall, voltada ao combate de uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos e lavagem de dinheiro por meio de sites clonados e boletos falsificados relacionados a financiamentos de veículos.

A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (2ª DPRM/RS) e contou com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (Ciberlab), vinculada à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp), além do apoio operacional da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

As diligências ocorreram simultaneamente nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba. A operação resultou no cumprimento de nove mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e medidas judiciais de bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso.

As investigações começaram após o registro da ocorrência de uma vítima que sofreu prejuízo superior a R$ 22 mil ao tentar quitar o financiamento do próprio veículo. Segundo a apuração policial, os criminosos utilizavam links patrocinados fraudulentos que imitavam páginas oficiais de montadoras e instituições financeiras.

Ao acessar o site falso, as vítimas eram direcionadas para atendimentos por WhatsApp, onde os golpistas solicitavam dados pessoais e códigos de verificação. Com essas informações, acessavam sistemas legítimos de financiamento, repassavam dados reais dos contratos às vítimas e, posteriormente, enviavam boletos adulterados para suposta quitação dos débitos. Até o momento, foram identificadas 11 vítimas em diferentes estados brasileiros.

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa tinha estrutura hierarquizada, com divisão de funções entre desenvolvedores das páginas fraudulentas, operadores de atendimento e integrantes responsáveis pela movimentação financeira e pela ocultação dos valores obtidos ilegalmente.

O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senasp), José Anchieta Nery, afirmou que a integração entre as forças de segurança é fundamental para enfrentar organizações especializadas em crimes digitais. Já a delegada Luciane Bertoletti, responsável pela investigação em Canoas, disse que o principal objetivo da operação é interromper a atuação do grupo e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.

Com informações do Governo Federal

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