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Política & Poder

Olair turbina candidatura

Arquivo Geral

29/08/2013 7h00

Um projeto ousado está se formando na Câmara Legislativa. O que a princípio poderia parecer uma brincadeira do bem-humorado distrital Olair Francisco (PTdoB), começa a configurar um projeto bem maior de seu partido para crescer local e nacionalmente. Olair quer ser o candidato da base governista a senador em 2014.

 

De acordo com o próprio parlamentar, a sigla quer ampliar sua base dando a oportunidade para novos candidatos ao Legislativo local e ocupando um espaço maior no cenário nacional, de preferência no Senado.

 

Projetos de relevância

 

“Queremos ter condições de aprovar projetos de relevância, como fizemos na Câmara Legislativa com a Lei da Ficha Limpa para os cargos comissionados. Por isso, acredito que concorrer a uma vaga majoritária para o Senado seja o melhor caminho”, analisa Olair.

 

O deputado, que está em seu primeiro mandato como distrital, conta que a decisão foi tomada após o primeiro ano da legislatura e que pretende ocupar a vaga do bloco governista. 

 

“Nós entendemos que podemos ser esse candidato. Estamos trabalhando para estarmos numa chapa que apresente um senador que pense diferente. Mesmo com tantos nomes para a disputa, não temos que temer nenhum deles”, declara Olair Francisco, que poderá ter como concorrente a ocupar o cargo de senador nomes de peso como Gim Argello (PTB), Chico Leite e Geraldo Magela (ambos do PT), e José Antônio Reguffe (PDT).

 

Para Olair, o fato de ser um parlamentar novo no cenário local contribui para que ele seja candidato. Mesmo diante de nomes já conhecidos no cenário brasiliense, o distrital acredita que o trabalho nas ruas terá peso a seu favor.

 

Diferencial é a rua

 

“Nosso mandato tem sido feito nas ruas, no dia-a-dia com a população. Nós temos ido aos locais e conhecemos os problemas que cada região tem. A população entende isso e temos grande apoio nesse sentido”, diz o pré-candidato, que completa: “Esse será o nosso diferencial”.

 

Com grande chance de ter sua candidatura rejeitada, já que o PT poderá exigir a vaga de candidato ao Senado da chapa governista ou, mais provavelmente, negociá-la com outro partido de maior expressão para obter apoio, Olair afirma que o PT do B não imporá nada, mas não descarta a saída do bloco: 

 

Deputado avisa que não disputará a reeleição

 

Se a candidatura for vetada pelo Buriti, Olair admite sair em uma chapa independente ou em outra coligação. 

 

“Não vamos impor nada, pois não estamos analisando os outros candidatos, pois que faz isso é o povo. Queremos ser o candidato ao Senado de uma chapa forte e é para isso que estou trabalhando”, avisa o deputado.

 

Para o PT do B, o momento é de juntar os candidatos para distrital. Por isso, diz Olair, “estamos concentrados em fazer novas filiações até outubro, quando se encerra o prazo para  quem quiser concorrer”. 

 

Para Olair uma decisão já está tomada.  “O certo é que eu não me candidatarei novamente à Câmara Legislativa”, garante.

 

Depois de protestos por parte dos distritais do PMDB e declarações insatisfeitas do vice-governador Tadeu Filippelli, por conta da exoneração do ex-administrador de Santa Maria Néviton Pereira Júnior, o líder do PT na Câmara Legislativa, Chico Vigilante, resolveu colocar panos quentes no conflito.

 

Vigilante destacou a importância do vice-governador e reforçou que as partes devem sentar para desfazer o mal-estar. “O PMDB é fundamental para o transcorrer deste governo e o vice-governador Tadeu Filippelli é imprescindível nesse processo. O  que o governador  precisa fazer agora e sentar-se com ele e definir os parâmetros para a disputa da reeleição”,  visiona Chico. O distrital garante que “haja o que houver a aliança será mantida”.

 

Chico Vigilante acredita que a troca não influencia no peso que o PMDB tem no governo. “O Filippelli não está no governo por uma administração. Seria reduzir a importância dele”, diz Vigilante.

 

Alternância

 

Segundo o deputado, “havia um acordo de que a administração de Santa Maria ficaria um tempo sob o comando do PMDB e outro período com o PT e foi o que aconteceu”.

 

Sobre posturas favoráveis a um racha entre PT e PMDB, Vigilante é enfático: “O que importa não é o que pensam as pessoas, mas o que pensa o governador  e o vice”

 

Em relação a Néviton Chico deixa as portas abertas. “Provando que não há nada, será bem-vindo de volta ao governo”, diz Vigilante.

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