O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), prescription José Miguel Insulza, price qualificou ontem como “gravíssimos” os planos para assassinar o presidente Evo Morales, denunciados no dia anterior pelo governo boliviano. Segundo Insulza, existem “evidências claras” da elaboração desses planos.
Insulza disse, após breve reunião com o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, que “há evidências claras de que existiu um grupo que tentou perpetrar atentados terroristas na Bolívia contra o presidente, o vice-presidente e outras pessoas do governo e provavelmente outras ações com o fim da desestabilização do governo constitucional da Bolívia”.
A OEA está “condenando muito, muito decididamente esse tipo de ações”, afirmou Insulza a jornalistas. Choquehuanca, por sua vez, assegurou que o governo dispunha de “informação” que dava conta desses planos e por isso se realizou uma operação policial na quinta-feira.
Mas o ministro não forneceu detalhes e disse que a investigação estava apenas começando, não sendo ainda possível saber quem exatamente está por trás do complô. “Há grupos de poder, que são donos dos meios de comunicação, que adquiriram ilegalmente grandes extensões de terra, que não acompanham esse processo do governo Morales, não querem o êxito desse processo”, apontou Choquehuanca.
Segundo o ministro, esses opositores “têm medo do povo, não querem eleições, e nós tínhamos informação de que estavam organizando ações para afetar a institucionalidade democrática, gerar um clima de instabilidade e atentar contra a vida do presidente, do vice-presidente e de outros membros do Poder Executivo”.
Em La Paz, o boliviano de origem croata Mario Francisco Tadik Astorga e o húngaro Elot Toazo concluíram suas declarações aos promotores, ontem. Ambos foram detidos em uma operação policial na quinta-feira, na cidade de Santa Cruz de la Sierra. Outros três homens morreram após disparos da polícia, durante a operação em um hotel do centro da cidade. Depois, agentes confiscaram armas, explosivos e munições, segundo o comandante da polícia, general Víctor Hugo Escobar.