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Política & Poder

Observadores internacionais

Arquivo Geral

03/10/2010 20h26

Cristina Sena

 

O Brasil recebeu nestas eleições a maior missão de estrangeiros para observarem o pleito. São 146 representantes, de 36 países, entre eles, África do Sul, Argentina, China, França, Itália, México, Palestina, Rússia, Irã, Estados Unidos, Haiti e Turquia. Entidades estrangeiras, como a Organização dos Estados Americanos, o Mercosul, Organização das Nações Unidas e Conselho Internacional da Educação Eleitoral, também participam. A metade, 73, acompanhou as eleições na capital federal. Os demais observadores dividiram-se entre os colégios eleitorais de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia.

 

Pela manhã, os observadores que permaneceram no Distrito Federal seguiram para a 14º zona, situada no Centro Universitário de Brasília (Uniceub). Ficaram no local por mais de uma hora, acompanhando o funcionamento das urnas eletrônicas em três seções eleitorais. Para facilitar a observação, os representantes foram divididos em cinco grupos. “Eles viram o que chamamos de zerésima, procedimento para garantir que não há candidatos com votos antes do pleito, perguntaram aos presidentes das seções sobre o funcionamento das urnas e puderam conferir pessoalmente a segurança e rapidez do método eletrônico”, ressaltou o juiz eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), Fabrício Fontoura Bezerra.

 

À tarde, o grupo visitou a Zona ZZ, responsável por gerenciar as seções de votação no exterior e depois seguiu para a sede do TRE-DF, para acompanhar a votação paralela, em que urnas são retiradas das seções eleitorais para auditoria com representantes dos partidos, Polícia Federal e da Procuradoria Regional Eleitoral, e substituídas por reservas.  No fim da tarde, os observadores retornaram ao TSE para assinatura de convênios de colaboração e palestra sobre o Sistema Eleitoral Brasileiro. A agenda termina hoje, com mais palestras sobre processo eleitoral.

 

O TSE está em fase de negociação de parcerias com diversos países. A Itália estuda utilizar o sistema brasileiro nas próximas eleições presidenciais, em 2012. A utilização ficará restrita a italianos residentes no Brasil. Já a Rússia pretende informatizar o pleito com tecnologia brasileira a partir de 2015. A quantidade de observadores nestas eleições é bem mais elevada que nas anteriores. Nas últimas quatro, entre 2002 e 2008, o Brasil recebeu, em média, 20 observadores de 35 países. Só a Argentina enviou mais representantes que todos os países em eleições anteriores – foram 33.

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