Marina Marquez
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br
O Governo do Distrito Federal (GDF) venceu a batalha com os deputados aliados para aprovação dos projetos da reversão do terreno do Mané Garrincha e aprovação do empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ontem. Mas o Palácio do Buriti não deve se animar tanto assim. Os distritais deixaram claro que a aprovação tratou-se de um voto de confiança.
O acordo entre os dois lados foi fechado no café da manhã de quase seis horas do governador com os distritais. E tem data de validade: basta Agnelo Queiroz não mudar a maneira de tratar a base aliada.
No encontro, nova lavagem de roupa suja. A principal reclamação dos deputados foi a relação com os aliados, que somam 19 parlamentares. Entre as lamentações, sobressaiu a dificuldade de falar com o secretariado e administradores regionais.
“Quando um secretário não nos atende, transparece que tem medo de nós, quando somos aliados do mesmo governo que ele. Se esse diálogo não mudar, o descontentamento volta. Isso é claro”, relatou um deputado que esteve no café da manhã e preferiu não se identificar. Conforme enfatizou, o recado foi dado. Afinal, “secretário não vota” e é preciso mudar o relacionamento com os deputados.
Para amenizar a situação, Agnelo prometeu dar seu número pessoal de celular aos integrantes da base e responder a indagações quando os interlocutores não estiverem disponíveis. Mais: prometeu reuniões mensais com toda a base e quinzenais com os líderes de bancada.
Só que, para alguns, tais iniciativas são insuficientes. “Prometeram melhorar a comunicação e isso hoje é o maior problema. Mas os deputados evitaram falar de outra coisa que está tirando o sono e pode emperrar as votações aqui na Câmara: os cargos prometidos em acordo”, destacou outro aliado, que pediu anonimato.
Leia mais na edição desta quarta-feira (02) do Jornal de Brasília