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Política & Poder

O homem da oração da propina registrou candidatura e pretende disputar vaga de deputado federal

Arquivo Geral

15/07/2010 8h16

Isabel Paz
isabel.paz@jornaldebrasilia.com.br

Prezado leitor: você se lembra de Júnior Brunelli (PSC)? Se não, vale refrescar a memória: é o ex-deputado distrital flagrado nos vídeos do ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema do “Mensalão do DEM”, Durval Barbosa, recebendo dinheiro de origem supostamente ilícita e ainda realizando a “oração da propina”. Lembrou? Bem, e você sabia que ele quer voltar?
No início do ano, Brunelli renunciou ao mandato de distrital para evitar a cassação, que era tida como certa caso fosse levado adiante o processo por quebra de decoro parlamentar que respondia na Comissão de Ética da Câmara Legislativa. Só que ele pretende retornar ao cenário político e conta com seu voto para concorrer ao mandato de deputado federal.

 

Contrariando a orientação da Executiva nacional do PSC, Brunelli registrou candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) para concorrer em 3 de outubro. No entanto, ontem, primeiro dia de abertura do prazo para impugnação de sua candidatura, o Ministério Público Eleitoral impetrou uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura alegando que o ex-parlamentar incide no Item K da Lei da Ficha Limpa. De acordo com a ação proposta pelos promotores, Brunelli estaria inelegível pelo período de oito anos. Os procuradores registram que nos termos da Lei da Ficha Limpa “não deixam dúvidas quanto alcançar situações anteriores ao exercício de sua vigência e, consequentemente, as eleições do presente ano, de 2010”.

 

A inscrição individual de Brunelli provocou mal-estar na cúpula do PSC. O Diretório Regional não considera legítimo o registro de sua candidatura, pois conforme informou o presidente regional do partido, Valério Neves, Brunelli sequer teve seu nome submetido à convenção. “O partido desconhece essa candidatura”, afirmou.
Depois do escândalo do caixa dois no GDF, o PSC nacional abriu processo de ética para apurar as denúncias contra o ex-distrital, mas mesmo sem ter sido julgado, a direção nacional negou legenda para que participasse da eleição.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (15) do Jornal de Brasília.

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