Os peões estão no tabuleiro, falta agora saber quais os movimentos que serão feitos com eles para as eleições do ano que vem. Apadrinhados políticos, especialmente os administradores regionais, são as apostas dos deputados distritais para manter seus espaços dentro da Câmara Legislativa e nas cidades, por isso a importância deles neste último ano antes do pleito de 2014.
Muitos dos administradores, inclusive, negam suas candidaturas, prometendo fidelidade a quem os indicou e nomeou para as regionais que comandam. Outros, acreditando na reeleição de seus padrinhos e até na continuidade do governo de Agnelo Queiroz, querem e esperam continuar em seus cargos, após o pleito.
Fiel escudeiro
Considerado um dos maiores expoentes de votos para 2014, por ter o apoio de setores da Igreja Católica e de um dos seus principais representantes no DF, o padre Moacir Anastácio, Washington Mesquita (ainda no PSD) não decidiu para qual partido irá para a disputa, mas o certo é que seu fiel escudeiro e administrador de Taguatinga, Carlos Jales irá junto.
Segundo o próprio administrador, ele não é candidato a disputa distrital, mas caso necessário acompanhará seu padrinho Washington para o partido que o parlamentar for: “Não sou e nem serei candidato. Só me candidatarei se for para puxar votos para reelegê-lo”, afirma Carlos Jales, que durante essa semana foi informado que será o coordenador da campanha de Mesquita à reeleição.
Jales diz ainda que sua nomeação não se trata de uma indicação direta de Mesquita, mas de uma escolha do governador Agnelo Queiroz. “Tenho uma ligação com o deputado porque tanto ele quanto eu fomos coordenadores da Festa de Pentecostes, mas fui uma escolha do governador. Ele esteve a frente da festa por 13 anos, depois fui eu e hoje existe um carinho muito grande”, explica Jales.
Outro candidato em potencial é Aridelson de Almeida, o Ari, administrador de Ceilândia. Desde de o início do governo a frente de um dos maiores colégios eleitorais do Distrito Federal, o quadro do PT nega que venha para a disputa.
Garante permanência
Sem padrinhos políticos visíveis, Ari se diz indicação do próprio partido, do qual já foi tesoureiro, e pretende permanecer a frente da administração até o fim do mandato.
Caso Agnelo se reeleja, na próxima gestão, ele quer permanecer a frente da regional. “Sou candidato a reeleição do governador Agnelo Queiroz. Meu objetivo é ser um dos melhores administradores e se possível continuar a frente da administração, pois ainda temos muito a fazer aqui em Ceilândia e não será possível terminar tudo ainda nesse mandato”, declara Ari de Almeida, por meio de sua assessoria de imprensa.