Sionei Ricardo Leão
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As eleições de outubro deverão contar com um número maior de votantes nascidos no Distrito Federal emcomparação com o pleito de 2006. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que essa proporção vem se modificando em favor dos nativos de Brasília.
Pelos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) em 2000, 53% dos habitantes do DF eram imigrantes. Em 2004, caiu para 52%. O último estudo, que é de 2008, calculou o percentual em 51% dos que vieram de fora. Pela curva descendente, o Censo de 2010 deve constatar que atualmente metade dos moradores do Plano Piloto e das cidades-satélites são nativos.
Para David Fleischer, do Departamento de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), esse fenômeno tende a dificultar pregações populistas de candidatos que visam conseguir votos de pessoas esperançosas por conseguir a sua terra prometida.
Fleischer chama a atenção para os dados sobre um maior número de postos de trabalho no setor de serviços no DF. Isso significa que há um contingente mais expressivo que não depende dos serviço público para a sua sobrevivência.
Menos populismo
O cientista político afirma que essas duas tendências farão do eleitor uma pessoa mais independente. “Políticos que prometem, por exemplo, distribuição de lotes, não terão tanto poder de atrair os eleitores nesta campanha”, analisa Fleischer.
A analista do Setor de Divulgação e Disseminação de Informações do IBGE, Sônia Maria Baena Maciel, alerta que o DF continua um exemplo de região geográfica onde a população não natural tem papel importante.
Mas Sônia reconhece que existe uma transformação demográfica em andamento. Segundo a analista, influenciada pela migração, “a maior aceleração de aumento da população ocorreu durante a década de 1960. O período seguinte, de 1970-1980, teve início um processo de desaceleração do crescimento”.
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