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Política & Poder

Novo Plano Nacional de Educação é sancionado por Lula e elogiado por especialistas

Entidades educacionais veem o documento como avanço na priorização da educação profissional e tecnológica.

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 8h52

plano nacional de educação

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nessa terça-feira (14) o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que foi recebido com otimismo por entidades ligadas ao setor educacional no Brasil.

Felipe Proto, vice-presidente de educação da Fundação Lemann, descreveu o momento como uma celebração e um marco importante para a educação brasileira. Segundo ele, o plano reafirma a educação como prioridade nacional e renova a ambição de futuro no setor. No entanto, Proto enfatizou que a implementação de qualidade será determinante para transformar as metas em aprendizagem efetiva e reduzir as desigualdades no país. Ele defendeu a necessidade de coordenação entre os entes federativos e apoio aos estados e municípios.

Diogo Jamra, gerente de Articulação, Advocacy, Monitoramento e Avaliação do Itaú Educação e Trabalho, destacou que o novo PNE consolida a educação profissional e tecnológica como eixo estratégico do setor público. O plano estabelece metas de qualidade para acompanhar a expansão, incluindo a ambição de matricular 50% dos estudantes do ensino médio em cursos integrados à educação profissional, uma meta considerada desafiadora, mas factível. Jamra ressaltou a importância do esforço conjunto entre União, estados e municípios, além de metas para qualificação e requalificação profissional, especialmente em meio às transformações digitais e à crise ambiental. Ele também elogiou a previsão de um Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica para definir padrões de aprendizagem e conclusão na idade adequada.

Tiago Bossi, presidente da Associação Brasileira de Sistema de Ensino e Plataformas Educacionais (Abraspe), considerou o plano uma ação de vanguarda, com metas claras em qualidade, educação digital e tempo integral. Bossi afirmou que o documento está na direção certa e reforça a necessidade de aumento gradual de investimentos na educação pública. Ele apontou, porém, que temas como inteligência artificial e personalização do ensino demandam debates coerentes com as necessidades contemporâneas. O principal desafio, segundo ele, será a execução, com ênfase em colaboração e maior abertura à inovação.

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