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Política & Poder

Novo centro abre portas no início do ano que vem

Arquivo Geral

04/06/2013 9h19

O poder brasiliense caminha para uma nova morada. Seus passos serão coordenados pela Secretaria de Planejamento. Por  decreto, o governador delegou à pasta a responsabilidade pela mudança de endereço da máquina administrativa para o Centro Administrativo do Governo do Distrito Federal, cujas obras seguem entre Ceilândia e Samambaia.

 

O secretário de planejamento, Luiz Paulo Barreto, será o presidente do Conselho Gestor do Centro Administrativo. A equipe de transição será formada pelas Casas Civil, Militar, Vice-Governadoria e pastas de Governo e Obras. Pelas projeções governistas, as primeiras unidades do novo centro serão inauguradas nos primeiros meses de 2014.

 

Melhor comunicação

O novo centro irá centralizar a maior parte dos órgãos do GDF, contando inclusive com cúpula da gestão. O prédio 1 abrigará a Governadoria, Vice-Governadoria, Casa Civil, Casa Militar, Secretaria de Governo, Consultoria Jurídica e Cerimonial. O objetivo é agilizar a gestão e comunicação interna.

 

 Do ponto de vista econômico, o projeto pretende diminuir os atuais gastos com aluguéis e aprimorar a aplicação de recursos para custeio e manutenção. 

 

Paralelamente, o GDF estuda alternativas para o Palácio do Buriti e o edifício do Anexo. “De forma alguma o Buriti será esquecido. Ele poderá continuar a ser usado para eventos de recepção de autoridades nacionais e internacionais. E o governador poderá usá-lo para despachar”, comentou o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Rogério Leão. Segundo Leão, a Constituição e a Lei Orgânica do DF também determinam parâmetros claros para a manutenção e uso da antiga sede da administração do GDF. 

 

A estrutura

O novo centro administrativo terá 16 torres. Deste total, um prédio será destinado ao núcleo do governo. Outros quatro prédios serão de 15 pavimentos. O conjunto também terá 10 edifícios de quatro andares. 

 

Por fim, haverá o centro comercial que terá shopping, estacionamento e bicicletário. O projeto é uma Parceria Público-Privada (PPP). O complexo será gerido por um grupo privado responsável pela manutenção do prédio por um determinado tempo.

 

Terá que compensar o investimento
 
A construção do novo centro é mais um passo na arrancada do desenvolvimento de Ceilândia”, afirmou o deputado distrital Chico Vigilante. Segundo o parlamentar governista, que tem base eleitoral na população ceilandense, o projeto começou a valorizar os terrenos da região administrativa e a atrair diversos empreendimentos para a vizinhança. “Também é muito positivo porque vai descentralizar esse centro composto pelo Governo Federal e o GDF no Plano Piloto. Vai facilitar a vida do cidadão no trânsito”, completou. 
 
 
A deputada de oposição Eliana Pedrosa (PSD) também considera que o projeto tem potencial para desafogar o fluxo de veículos em Brasília. A parlamentar comentou que ficará atenta aos gastos do novo centro após a inauguração. Segundo a distrital, os futuros valores terão que ser mais baratos do que os atuais para justificar o investimento. “Esse é o nosso papel. Se preço ficar semelhante ou igual, não sei se terá valido à pena”, explicou.   

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