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Política & Poder

Novas regras do seguro-desemprego entram em vigor

Arquivo Geral

03/03/2015 15h58

As mudanças na concessão do seguro-desemprego, começaram a valer nesta segunda-feira, 2. A medida altera a exigência mínima de meses trabalhados para solicitação do benefício e também a quantidade de parcelas a receber. Para o Governo Federal, as novas regras colaboram com o ajuste das contas públicas. Para outros setores da economia, como o varejo, as mudanças impactam positivamente na diminuição na rotatividade de mão de obra e redução de custos de contratação e treinamento.

De acordo com as novas normas, o empregado tem que trabalhar por pelo menos 18 meses consecutivos para pedir o seguro-desemprego. Antes eram seis. Para a segunda solicitação, o prazo mínimo fica em 12 meses e para a terceira solicitação, seis. Serão recebidas de três a cinco parcelas de acordo com o número da solicitação e tempo de serviço.

As mudanças chegam num momento delicado para o comércio. A necessidade do comércio em alavancar as vendas exige mão de obra mais preparada e pouca rotatividade, prática comum e onerosa para o setor.  O Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-DF), Álvaro Silveira Jr., explica que as novas regras para obtenção do seguro são positivas e devem trazer benefícios para os empresários e trabalhadores.

“Ter um funcionário na empresa por mais tempo é muito proveitoso. Para o empregador, a diminuição da rotatividade implica em redução de custos de recrutamento, contratação, treinamento e desligamento. Além disso, todo empresário quer funcionários bem preparados. O trabalhador que permanece mais tempo numa empresa tem a chance de aprimorar sua função, crescer profissionalmente e melhorar o seu currículo”, ressalta Álvaro Silveira Jr.

Segundo Álvaro Silveira Jr, quem deve sentir algum efeito negativo com as novas regras são os mais jovens. “Quem está ingressando agora no mercado de trabalho tem dificuldade em ficar por muito tempo num emprego até se estabelecer. No entanto, a nova medida enfraquece essa mudança frequente, e incentiva a permanência e mais qualificação. Quem está mais preparado tem mais opções e garante vagas com mais qualidade e possibilidades. A produtividade será a grande vitoriosa”, avalia.

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