Francisco Dutra
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Desde o encerramento da apuração de votos, uma dúvida ficou no ar para os eleitores do DF: se a candidatura do postulante a distrital Benício Tavares (PMDB) receber o sinal verde da Justiça, qual candidato anunciado como eleito perderia a vaga na Câmara Legislativa? Nessa possível dança das cadeiras, cheia de condicionantes políticas e jurídicas, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) escolheu um passo cauteloso e não diz, confirma ou mesmo nega o nome de quem cairia, caso Benício tenha a candidatura liberada.
Até ontem, dois nomes corriam pelos bastidores como possíveis substituíveis: Raimundo Ribeiro (PSDB) e Celina Leão (PMN). A equipe de reportagem do Jornal de Brasília teve acesso a um cálculo simulado, baseado no complicado coeficiente eleitoral, sobre quem de fato perderia a vaga entre os próximos 24 parlamentares candangos. No vai-e-vem dos números, que consideram a votação individual de cada candidato e o total de votos da coligação na qual estava inserido, o nome do candidato a perder a vez nos próximos quatro anos na Câmara Legislativa é o de Raimundo Ribeiro. Vale lembrar, que este cálculo não é oficial.
O deputado Raimundo Ribeiro, que por hora figura na lista dos candidatos eleitos, diz que não irá se pronunciar até que a Justiça decida a validade ou não da candidatura de Benício. Mas por meio de sua assessoria, o parlamentar afirmou que oficialmente está eleito.
Já a distrital eleita Celina Leão disse estar tranquila quanto à sua permanência na Câmara. A futura parlamentar afirmou que sua assessoria jurídica já calculou e recalculou diversas vezes o resultado do pleito, considerando uma possível aprovação de Benício pela lei. Em todas as situações, Celina estaria com os dois pés bem fincados na Câmara Legislativa.
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