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Política & Poder

No WhatsApp, direita mira caso Lulinha, e esquerda se divide entre fim do 6×1 e orgia de Flávio na lancha

Monitoramento aponta mais de mil menções a Lulinha e críticas ao senador por posição sobre escala 6×1 e suspeitas envolvendo aliados

Redação Jornal de Brasília

25/10/2026 14h43

files india crime internet

Foto: Arun Sankar/ AFP

PEDRO S. TEIXEIRA
FOLHAPRESS

Na guerra entre direita e esquerda no WhatsApp, os grupos alinhados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) miram o suposto envolvimento de Lulinha no escândalo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticam declarações do senador bolsonarista contra o fim da escala 6×1.

Os dados são da plataforma Palver, que monitora em tempo real mais de 100 mil grupos públicos no WhatsApp.

Os ataques à esquerda concentram-se no filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, com mais de mil menções a “Lulinha” no aplicativo de mensagens. Ele era tratado como sócio pela lobista Roberta Luchsinger, embora as autoridades não tenham revelado um vínculo formal até o momento.

Roberta e Lulinha são alvos de três inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) que apuram supostos casos de tráfico de influência – os dois negam irregularidades. O eleitorado bolsonarista questiona quem paga as contas de Fábio na Espanha.

O eleitorado simpático a Lula divide seus ataques em três principais flancos: o posicionamento vacilante de Flávio em relação à PEC (proposta de emenda à Constituição) que garantiu mais um dia de folga sem perda salarial (890 mensagens), uma festa do senador com garotas de programa em uma embarcação no lago Paranoá, em Brasília (274), e os vínculos do senador com Willer Tomaz, investigado por lavagem de dinheiro com sites de apostas (147).

Flávio diz que seus laços com Tomaz são apenas de amizade e nega irregularidades. Willer reforça o posicionamento do senador.

As mensagens do eleitor de esquerda recordam casos de supostas ligações do senador com a milícia e citam como novidade os escândalos recentes sobre festas na pandemia e a possível sociedade em bets.

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