Menu
Política & Poder

No segundo turno, campanha de Dilma quer fazer mais comparações entre os governos Lula e FHC

Arquivo Geral

05/10/2010 19h50

A estratégia de comparar os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o igual período da gestão de Fernando Henrique Cardoso continuará sendo a tônica da campanha da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, neste segundo turno. Hoje (5), ela enfatizou que o governo de FHC é a única “carta de referência” de seu adversário, o tucano José Serra e, por isso, tem que ser lembrada aos eleitores. Para Dilma, os eleitores vão optar entre o projeto de desenvolvimento implantado por Lula ou “voltar ao passado” com Serra.

“Trata-se de um projeto que é necessariamente uma volta ao passado”, disse a candidata em entrevista coletiva após se reunir com lideranças do Nordeste, em Brasília. “O nosso objetivo principal no segundo turno é fazer o eleitor me conhecer melhor e, ao mesmo tempo, deixar cada vez mais claro que se trata do confronto entre dois projetos. O exemplo do que foi o projeto do PSDB no Brasil tem que ser lembrado porque é a única carta de referência que eleitor tem ao considerar o que significa concretamente os compromissos do meu adversário”, disse Dilma.

Os programas de televisão vão apontar os avanços sociais de Lula como o “cartão de visita” de Dilma. “O meu projeto é de mudança e transformação do Brasil que nós levamos nesses últimos oito anos, que é a nova era de prosperidade, com mais emprego, com crescimento econômico a taxas elevadas e, sobretudo, incluindo a população brasileira” afirmou a candidata.

Participaram da reunião com a petista o deputado Ciro Gomes, que passou a integrar a coordenação da campanha, e os governadores reeleitos do Ceará, Cid Gomes, de Pernambuco, Eduardo Campos, e Sergipe, Marcelo Déda, além do ex-governador do Piauí, Wellington Dias, eleito senador.

Quanto ao aborto, tema que pautou os últimos dias da campanha no primeiro turno e que é apontado como um dos fatores que ocasionaram perda de votos da candidata, Dilma disse que não tem restrições para falar sobre as questões propostas por segmentos religiosos e enfatizou que seu projeto, “que foca nas pessoas marginalizadas, é um projeto a favor da vida”.

“Tenho certeza que entre a concepção da minha proposta de crescimento e desenvolvimento e distribuição de renda para o Brasil, de tirar da pobreza e da miséria milhões e milhões de brasileiros é um projeto que tem tudo a ver com todas as religiões do Brasil”, disse a candidata.

Outro foco da campanha será a região Nordeste. Além de trazer o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para a coordenação da campanha, o programa de TV de Dilma, que começa na próxima sexta-feira, vai enfatizar as políticas de distribuição de renda implantadas no governo de Lula e que tiveram um impacto muito grande no Nordeste, antes, a região mais pobre do país.

“Vamos mostrar a importância de aprofundamento das transformações pelas quais o Brasil passou com Lula. Nossa ação foi a de levar ao Nordeste cada vez mais desenvolvimento com inclusão social, distribuição de renda e ascensão”, informou a candidata.

“O Nordeste teve um destaque muito grande nesses últimos oito anos. Ele cresceu a taxas asiáticas e isso não significa que ele retirou de outros estados ou de outras regiões do país. Ele [a região Nordeste] aproveitou o fato de que o Brasil começou a fortalecer o mercado interno e, ao mesmo tempo, por meio de todas as políticas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, o Luz para Todos, que teve um imenso destaque no Nordeste, e o investimento em infraestrutura, o Nordeste hoje é uma região pujante. Antes, o Nordeste era parte de problema, hoje é parte da solução.”

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado