Natasha Dal Molin
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Enquanto no âmbito do Governo Federal o PMDB reclama por postos na divisão do poder, no Distrito Federal a situação é inversa: é o PT que reclama por estar perdendo espaço.
Se no plano federal os peemedebistas prometem emperrar as votações, não vai ser pelo mesmo motivo que os projetos de Agnelo Queiroz poderão não ir adiante. Por aqui, o PMDB de Tadeu Filippelli conseguiu abocanhar as pastas de maior representatividade e verbas, principalmente as relacionadas à infraestrutura, como a Secretaria de Obras – que ficou com Luiz Pitiman – e a de Transportes – com José Valter Vasquez. Além disso, a legenda conseguiu boa parte das indicações para as estatais como a CEB, Caesb, Terracap e Novacap.
Para Filippelli, que é presidente do PMDB-DF, os bons ventos nas relações entre os dois partidos se deve ao diálogo e ao acordo firmado para salvar Brasília do caos político. “No DF, após a violenta crise e as suas consequências, que puniram toda a cidade de forma muito grave, os partidos adquiriram a consciência de que a harmonia entre eles deve prevalecer”, avaliou. Para ele, o catalisador que permitiu, na prática, a aplicação desse conceito, foi o princípio da transversalidade adotado na composição do governo.
Tal princípio permite que as secretarias e administrações sejam ocupados por indicações de diferentes partidos. “Todas as composições estão sendo feitas de modo que todos os partidos da coligação estão sendo contemplados”, destaca Filippelli.
Os petistas, no entanto, não estão muito satisfeitos. “Aqui no DF, o PMDB foi atendido em tudo o que reivindicou”, reagiu o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo. Ele afirma que vários setores do PT não ficaram satisfeitos com esse “ganho exagerado” de espaço do PMDB no GDF.
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