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Política & Poder

“No campo partidário, a ética está em primeiro lugar”, afirma Ibaneis

Arquivo Geral

20/03/2019 20h12

Foto: Raianne Cordeiro/ Cedoc/Jornal de Brasília

Beatriz Castilho
redacao@grupojbr.com

Há exatos 1 ano e três meses, o PMDB cortava ‘partido’ de seu nome, simplificando o título para apenas Movimento Democrático Brasileiro – novo MDB. A mudança buscava uma nova identidade, mesmo que aderindo ao batismo originário. Ontem, em reunião conjunta, o grupo retomou a busca por renovações, vista com bons olhos pelo governador do Distrito Federal.

Estavam presentes governadores, prefeitos de capitais e a Comissão Executiva Nacional. De acordo com chefe do executivo, Ibaneis Rocha, o balanço final foi positivo. “É um partido que se mostra com muita vontade de se renovar. As lideranças antigas estão dispostas a fazer uma transição para novas lideranças, para que assim possamos encaminhar uma nova política, um novo Brasil, uma nova modalidade de se fazer política”, contou.

Dentre as movimentações, além do reposicionamento de autoridades, está previsto um novo estatuto para o partido. “Traz a possibilidade de inclusão de novas tecnologias, de jovens pessoas que queiram fazer política. Antes, o estatuto era muito fechado, onde as pessoas buscavam se proteger, agora, é abrir ele para a população, para a sociedade”, afirma Ibaneis.

Escândalos

Em 2018, um balanço sobre as condenações da Lava Jato apontou que o MDB detém o segundo posto de partido mais condenado – Eduardo Cunha, Henrique Alves e Geddel Vieira Lima são alguns dos exemplos.

Para Ibaneis, é simples: condenados devem ser afastados do partido. “Independente de sua história, é incompatível com a democracia você ainda ter como filiados partidários pessoas que estejam cumprindo pena”, pontua. “Acho que a defesa da liberdade deve, sim, ser mantida, mas isso está no campo do contexto judiciário. No campo partidário, a ética está em primeiro lugar”.

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