A candidata presidencial e primeira-dama da Argentina, decease Cristina Fernández, health defendeu hoje a integração energética da América do Sul e definiu a Bolívia e a Venezuela como parceiros “estratégicos”.
“A necessidade de fechar a equação energética latino-americana é essencial”, declarou a senadora argentina em reunião com diretores de empresas brasileiras que investem no país vizinho.
A candidata, favorita às eleições presidenciais do dia 28, lembrou as mudanças feitas na Argentina durante o mandato do marido, Néstor Kirchner, e disse que a “continuidade” em seu país será benéfica a toda a região.
Na Argentina, “cada eleição era sempre uma roleta russa”, disse a senadora, garantindo que outra questão estratégica da “transformação” será a continuidade política.
Cristina falou aos empresários após um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem disse que discutiu assuntos bilaterais e regionais, neste último caso com ênfase na energia, que nos últimos meses escasseou na Argentina.
A candidata admitiu que essas carências em seu país se devem à falta de investimentos em um período no qual “não se esperava” um crescimento sustentado da economia como o que houve, e assegurou que o Governo Kirchner deitou as bases para uma expansão e diversificação da matriz energética.
A candidata afirmou que os países da América do Sul devem “articular com pragmatismo” uma aliança energética. Para os projetos atualmente discutidos, ela considerou que a Bolívia e a Venezuela são países “estratégicos”, por suas reservas de gás e petróleo.
Ela se disse convencida de que o mundo futuro “exigirá uma grande quantidade de alimentos”, que nos países da América Latina têm alguns dos maiores produtores do mundo, indicou.
Para ela, o continente está em “uma oportunidade histórica de consolidar esta sociedade estratégica”, mas essa aliança deve “estar sustentada em matéria energética”.
Cristina citou como exemplo a “excelente relação” entre Lula e Kirchner, e garantiu que “a sintonia fina” entre eles será mantida caso ela que ganhe as eleições.
Entre as empresas representadas no encontro estavam a Petrobras, a Gerdau, a Oderbrecht e a Marcopolo, todas com altos investimentos na Argentina.