A concessão do prazo aconteceu a pedido de Netanyahu, que pretende realizar uma último tentativa de associar ao Partido Trabalhista, de Ehud Barak, a maioria parlamentar que começou a reunir para integrar o Executivo.
Netanyahu já conta com o acordo do partido de extrema direita Yisrael Beiteinu, de Avigdor Lieberman – que se encarregaria da pasta de Assuntos Exteriores -, e se encontra em negociações para associar também a formações ultraortodoxas.
Barak expressou sua disposição de integrar os trabalhistas nessa maioria parlamentar, mas dirigentes de seu partido se mostram reticentes a essa possibilidade, por considerar que o novo Governo terá um marcado caráter de direita radical.
Principal partido da esquerda israelense, o Partido Trabalhista é a quarta força política do país, após obter no pleito de 10 de fevereiro 13 deputados, o pior resultado eleitoral de sua história.
As eleições foram vencidas pelo partido centrista Kadima, de Tzipi Livni, que conseguiu 28 deputados frente aos 27 do Likud, mas Peres encarregou a Netanyahu a formação do novo Governo por este contar com mais apoio parlamentar.
Antes de sondar a Barak, Netanyahu tentou integrar o Kadima no novo Executivo, mas Livni recusou essa possibilidade, por ser partidária da negociação para criar um Estado palestino, algo que o líder do Likud rejeita plenamente.